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	<title>Carta Capital</title>
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		<title>Com ações na bolsa, qual o futuro do Facebook?</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 19:06:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Clara Roman</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[bolsa de valores]]></category>
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		<category><![CDATA[rafael paschoarelli]]></category>
		<category><![CDATA[SEC]]></category>

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		<description><![CDATA[Rede abre capital com valores recordes. Para especialista, crescimento da rede social pode depender da compra do Twitter]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana, o Facebook anunciou a intenção de abrir o capital e ingressar na bolsa de valores. Em seu prospecto inicial apresentado à SEC (Securities and Exchange Comission, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA), a empresa afirma intenção de captar cinco bilhões de dólares. Projeções do Wall Street Journal, no entanto, esperam que a rede alcançe dez bilhões, com valor de mercado entre 75 e 100 bilhões. Os números seriam um recorde para empresas de internet. As duas principais bolsas de Nova York (Dow Jones e Nasdaq) disputam a empresa, mas, a exemplo da bolha da internet no final dos anos 1990, há um temor de que as expectativas não correspondam à realidade.</p>
<div id="attachment_34933" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/07/redes-sociais-520.jpg"><img class="size-medium wp-image-34933" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/07/redes-sociais-520-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">O Facebook entra no mercado com alto valor. Mas corre o risco de não corresponder às expectativas. Foto:Istockphoto</p></div>
<p>O LinkedIn, rede de relações profissionais, desde que abriu capital nunca alcançou o valor alcançado em seu dia de estreia na bolsa de Nova York, em maio de 2011, em que as ações mais que dobraram. A euforia inicial lembrou as apostas em empresas online em 1998, 1999 e 2000 e que, em 2001, já estavam falidas ou colocadas à venda. Para Luli Radfahrer, especialista em redes sociais e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, há uma expectativa muito grande para que o Facebook seja um sucesso, mas a perspectiva de crescimento da empresa é pequena. Na internet, diz ele, uma empresa de oito anos é considerada madura.</p>
<p>“Tem uma boa chance de dar certo porque é uma plataforma onde várias coisas acontecem. Ao mesmo tempo, está começando a ver sinais de esgotamento”, diz ele. No atual cenário, ele não vê muitas possibilidades para a rede crescer. Com expectativas de alcançar um bilhão de usuários até o fim do ano – nessa semana, foram anunciados 850 milhões – a rede já constitui um produto sólido e rentável. “O Facebook vai continuar grande, mas quando você compra uma ação, você imagina que ela cresça”, diz Radfaher. As opções são reduzidas, diz ele, justamente porque a empresa só tem um grande produto. A saída é aumentar o tempo do usuário. Mesmo assim, há um limite.</p>
<p>Rafael Paschoarelli, professor da Faculdade de Economia e Administração da USP, é mais otimista. Ele não vê risco, por exemplo, de uma nova bolha da internet. “O mercado está mais maduro e muito mais seletivo na escolha de papéis”, diz. Ações daquela época, segundo ele, não teriam a menor chance de terem sucesso nas vendas.</p>
<p>“Eles estão fazendo dinheiro de uma maneira que no passado era impensável. Talvez seja chocante verificar que uma empresa de relações pessoais possa valer mais que uma petrolífera ou uma empresa de aço, mas o mundo muda”, diz ele, que vê no Facebook uma boa oportunidade. Há um preconceito ainda, afirma, em relação a empresas que não produzem ao modo “tradicional”, que tem resultados contados em unidades produzidas, por exemplo.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong><br />
<strong> <a href="http://www.cartacapital.com.br/internacional/afpvideo-facebook-entrara-na-bolsa-avaliado-em-100-bilhoes-de-dolares/">AFP/Vídeo: Facebook está avaliado em 100 bilhões de dólares</a></strong></p>
<p>Paschoarelli lembra que o Google deu muito dinheiro aos seus acionistas em 2003, ao abrir seu capital. Já o buscador Yahoo! não se consolidou como um bom investimento, segundo ele. “Quem está no Yahoo! há muito tempo, perdeu e não tem condições de recuperar. O Yahoo! é a ‘vovozinha’ da internet”, diz.</p>
<p>Radfaher explica que a principal fonte de renda do Facebook, assim como o Google, vem da publicidade. No Brasil, os portais ainda lideram em termos de venda de anúncios online, mas são seguidos pelas duas redes. Nos Estados Unidos, eles também apresentam resultados de liderança no mercado. Flickr ou YouTube, por exemplo, estão muito longe da capacidade de esgotamento: as pessoas sempre subirão mais vídeos ou fotos para essas plataformas.</p>
<p>O Twitter está cada vez mais próximo do fim, segundo ele. Sua previsão é de que, com as primeiras cobranças dos investidores de Wall Street por resultados, o Facebook comprará o microblog. “O Facebook tem muitas coisas que o Twitter não tem e o Twitter não tem nada que o Facebook não tenha”, diz. Um dos principais aplicativos do Facebook hoje já é importar as atualizações do concorrente.  Essa é uma das vantagens da rede fundada por Mark Zeckerberg: agrega vários aplicativos e negócios nela. Assim, existe a possibilidade do lucro se espalhar em um efeito cascata e todo mundo sair ganhando.</p>
<p><strong>Privacidade X Lucros</strong></p>
<p>O Facebook estimula o próprio usuário a expor suas preferências, gostos e hábitos. Assim, as empresas podem identificar tendências de seu público e até mesmo direcionar publicidade, mais uma razão para seu alto valor. “Você tem condições de identificar nichos de todos os tipos, dos demográficos aos comportamentais e temáticos”, afirmou a especialista Elizabeth Saad em entrevista a <em><strong>CartaCapital</strong></em> no início do mês.</p>
<p>O passo adiante seria fornecer dados mais específicos dos usuários para as empresas. Radfaher vê aí uma barreira ética e que, caso adotasse esse política mais invasiva, o Facebook estaria dando um tiro no pé. “ Comece a fazer esse tipo de transição real de informações e você corre o risco do produto definhar”, alerta ele. Mesmo assim, algumas pessoas já reclamam da falta de privacidade na rede.</p>
<p>“O Facebook é bastante honesto. Você vai em um restaurante que fecha às dez,  você tem que ir embora: é uma propriedade privada [o Facebook], o cara pode propor o que ele bem quiser lá dentro”, diz ele.</p>
<p>O brasileiro, diz ele, ainda se expõe muito na internet. Ele compara a um adolescente que está aprendendo a se comportar dentro desse ambiente. “O brasileiro também está aprendendo a lidar com esse ambiente social. O cenário está mudando, mas ainda há muita exposição por vacilo”, comenta.</p>
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		<title>Fazenda investiga a Casa da Moeda</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/politica/fazenda-investiga-a-casa-da-moeda/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:46:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Casa da Moeda]]></category>
		<category><![CDATA[corrupção]]></category>
		<category><![CDATA[Guido Mantega]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Felipe Denucci]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Federeal]]></category>

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		<description><![CDATA[Foi aberta uma sindicância para apurar as denúncias de corrupção envolvendo o ex-presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci. Denucci já havia sido demitido por suspeita de receber propina de fornecedores do órgão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_62094" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/mantega1.jpg"><img class="size-medium wp-image-62094" title="mantega" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/mantega1-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">O ministro da Fazenda, Guido Mantega. Foto: Marcello Casal Jr./ABr</p></div>
<p>O ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu instaurar uma sindicância para apurar as denúncias de corrupção envolvendo a Casa da Moeda.</p>
<p>O presidente da empresa estatal, Luiz Felipe Denucci, já havia sido demitido por suspeita de receber propina de fornecedores do órgão.</p>
<p>O dinheiro seria repassado por meio de duas empresas no exterior, em nome dele e da filha.</p>
<p>A Polícia Federal e o Ministério Público já investigavam o fluxo suspeito de recursos estrangeiros para as contas de Denucci no Brasil.</p>
<p>Nos últimos três anos, as empresas teriam recebido 25 milhões de dólares, segundo denúncia veiculada pela <em>Folha de S.Paulo</em>.</p>
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		<title>No 3º dia de greve da PM, Salvador tem 17 assassinatos</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/sociedade/no-3%c2%ba-dia-de-greve-da-pm-salvador-tem-17-assassinatos/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:23:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[2,6 mil militares da Força Nacional e das Forças Armadas devem chegar a Salvador para garantir a segurança da população]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_66108" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/PM-BA.jpeg"><img class="size-medium wp-image-66108" title="PM-BA" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/PM-BA-300x157.jpg" alt="" width="300" height="157" /></a><p class="wp-caption-text">Mobilização de policiais em greve na Bahia. Foto: Reprodução/YouTube</p></div>
<p>Brasília &#8211; Na madrugada do terceiro dia da greve dos policiais militares da Bahia, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia registrou o assassinato de 14 homens e três mulheres em Salvador e região metropolitana.</p>
<p>Houve, ainda, duas tentativas de homicídio e o roubo de um carro. Os crimes ocorreram entre a meia-noite e as 7h da manhã de sexta-feira 3.</p>
<p>Quatro corpos foram encontrados na Avenida Jorge Amado, no Bairro de Pituaçu. Os demais foram recolhidos em diversas localidades: Vila Canária, Bairro Sete de Abril, Engomadeira, Jaguaripe, Bom Juá, Ipitanga e Baixa do Fiscal.</p>
<p>Desde o início da greve dos policiais, na quarta-feira 1º, foram registrados 20 homicídios na capital baiana. Hoje, 2,6 mil militares da Força Nacional e de unidades das Forças Armadas devem chegar a Salvador para garantir a segurança da população. Pela manhã, já havia 1,2 mil militares atuando (Leia mais <a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/contingente-de-forcas-federais-sera-ampliado-para-26-mil-militares/"><strong>AQUI</strong></a>). Há ainda a possibilidade de que mais 4 mil militares de tropas da 10ª Região Militar, em Fortaleza (CE), sejam acionados para reforçar a segurança na Bahia.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>*Matéria originalmente publicada em <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-03/na-madrugada-do-terceiro-dia-de-greve-da-pm-17-pessoas-foram-assassinadas-em-salvador">Agência Brasil</a></em></p>
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		<title>E Negromonte não escapou da degola</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/politica/e-negromonte-nao-escapou-da-degola/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[mario negromonte]]></category>
		<category><![CDATA[Ministro das Cidades]]></category>
		<category><![CDATA[suspeitas de corrupção]]></category>

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		<description><![CDATA[O substituto, Aguinaldo Ribeiro, com a posse prevista para a segunda-feira 6, é aliado do antecessor Márcio Fortes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois de se dizer “mais firme no cargo do que as Pirâmides do Egito”, o ministro das Cidades, Mário Negromonte, deixou o cargo na quinta-feira 2, após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff e entregar a sua carta de demissão. Desgastado pela recente denúncia de que integrantes de sua equipe negociaram com lobistas um projeto de informatização da pasta, Negromonte é o sétimo ministro do governo Dilma a cair por denúncias de corrupção ou mau uso de verbas públicas.</p>
<p>A oposição intensificou os ataques ao ministro em novembro de 2011, com uma acusação de “fraude” que teria encarecido um projeto de transporte para a Copa de 2014. Conforme uma denúncia veiculada pelo jornal <em>O Estado de S. Paulo</em>, a troca de uma linha rápida de ônibus (BRT) pela construção de um Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá, amparada por um parecer falso, fez o -custo saltar de 700 milhões de reais para a 1,2 bilhão. O documento teria sido forjado pela diretoria de Mobilidade Urbana da pasta, com autorização do chefe de gabinete do ministro, Cássio Peixoto.</p>
<div id="attachment_66106" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/ministro1.jpg"><img class="size-medium wp-image-66106" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/ministro1-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Mário Negromonte</p></div>
<p>A situação agravou-se no fim de janeiro, após a revelação de que Negromonte e o secretário-executivo do ministério, Roberto Muniz, participaram de reuniões privadas com um empresário e um lobista interessados no projeto de informatização. O edital de licitação ainda não havia sido publicado. O episódio culminou com a demissão do chefe de gabinete do ministério. Publicada no <em>Diário Oficial da União</em> na quarta-feira 25, a exoneração de Peixoto foi assinada pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann.</p>
<p>Para ocupar o cargo de Negromonte, Dilma convidou o líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro. Com a posse prevista para a segunda-feira 6, ele é aliado do antecessor de Negromonte, o ex-ministro Márcio Fortes, hoje no comando da Autoridade Pública Olímpica.</p>
<p>Em uma de suas primeiras declarações à frente da pasta, Ribeiro destacou a burocracia como um entrave.</p>
<p>“Muitas vezes você tem um orçamento, mas não consegue a execução orçamentária. Acho que esse é o grande desafio nosso: vencermos e termos uma boa execução orçamentária, fazendo acontecer todas as ações que estão planejadas pelo governo Dilma”.</p>
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		</item>
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		<title>Metade das propostas vieram da Europa e da Ásia</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 18:07:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[plano de investimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[Os recursos vão reforçar o caixa da estatal e serão utilizados em seu plano de investimentos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<div id="attachment_7835" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/09/pre-sal1.jpg"><img class="size-medium wp-image-7835" title="Petrobras levanta R$ 120,361 bilhões na oferta de ações" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2010/09/pre-sal1-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">Foto: Agência Petrobras</p></div>
<p>Na maior captação de uma empresa brasileira no exterior, a Petrobras levantou 7 bilhões de dólares na quarta-feira 1º.</p>
<p>Os recursos vão reforçar o caixa da estatal e serão utilizados em seu plano de investimentos, de mais de 224 bilhões de dólares até 2015.</p>
<p>A operação mostrou a forte demanda por papéis de empresas brasileiras nestes tempos de crise internacional.</p>
<p>A procura atingiu 25 bilhões de dólares, e metade das propostas vieram da Europa e da Ásia.</p>
</div>
<div>
<p>A estatal lançou 1,25 bilhão de dólares em títulos que vencem em três anos e mais 1,75 bilhão em papéis de cinco anos.</p>
<p>A companhia ainda realizou mais duas operações, com vencimento em 2021 e 2024, nas quais captou 4 bilhões de dólares.</p>
</div>
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		<title>Ex-rebeldes sem causa</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/internacional/ex-rebeldes-sem-causa/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 17:52:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edição da Semana]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>
		<category><![CDATA[líbia]]></category>
		<category><![CDATA[Muammar Kaddafi]]></category>
		<category><![CDATA[Trípoli]]></category>

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		<description><![CDATA[Os conflitos e violações aos direitos humanos continuam sob nova direção e obrigam a ONG Médicos Sem Fronteiras a deixar o país]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os rebeldes que a Otan ajudou a derrubar (e linchar) Muammar Kaddafi e tomar o poder em Trípoli não se esforçam por manter uma fachada respeitável. Em 26 de janeiro, a ONG Médicos sem Fronteiras anunciou que se retirava do país porque seus voluntários estavam sendo obrigados a manter prisioneiros vivos para que pudessem continuar a ser torturados. A Anistia Internacional denunciou 12 mortes nessas condições, todas sob a responsabilidade do governo reconhecido e apoiado pelo Ocidente.</p>
<div id="attachment_42888" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/08/libia-news.jpg"><img class="size-medium wp-image-42888" title="Quem ganha a Líbia?" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/08/libia-news-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Rebeldes marcham contra ditadura Kaddafi. Foto: Mahmud Turki/AFP</p></div>
<p>Sequer conseguem, aliás, manter a aparência de unidade. O aeroporto de Trípoli é alvo de seguidas escaramuças entre grupos que tentam assumir seu controle, e em 2 de fevereiro duas milícias travaram uma batalha de duas horas por uma mansão de praia da capital, usada como quartel. Mesmo depois que, em 23 de janeiro, partidários de Kaddafi expulsaram as tropas ex-rebeldes da cidade de Bani Walid e hastearam a bandeira verde a 170 quilômetros da capital, sem que o novo governo tenha conseguido retomá-la.</p>
<p>Apesar do mau exemplo líbio, as potências ocidentais insistem em uma resolução da ONU capaz de abrir caminho a uma intervenção análoga na Síria, cuja guerra civil se agravou com a luta aberta entre o exército e rebeldes armados pelos subúrbios de Damasco. Mas a Rússia, desta vez, promete vetá-la e enviou um porta-aviões ao porto sírio de Tartus para sublinhar sua disposição de bloquear um ataque ao seu último aliado no Mediterrâneo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Contingente de forças federais será ampliado para 2,6 mil militares</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/sociedade/contingente-de-forcas-federais-sera-ampliado-para-26-mil-militares/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 17:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Agência Brasil</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[greve geral]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Militar da Bahia]]></category>

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		<description><![CDATA[As forças foram enviadas ao estado com o objetivo de manter a segurança, em meio à paralisação da Polícia Militar baiana]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brasília – Até o final do dia, o contingente das forças federais destacado para garantir a segurança na Bahia aumentará para 2,6 mil militares, segundo o Ministério da Defesa. As forças foram enviadas ao estado com o objetivo de manter a segurança, em meio à paralisação da Polícia Militar (PM) baiana.</p>
<p>Na manhã de sexta-feira 3, 1.250 militares já estavam atuando. Há ainda a possibilidade de que mais 4 mil militares de tropas da 10ª Região Militar, em Fortaleza (CE), sejam acionados para reforçar a segurança no estado.</p>
<div id="attachment_66108" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/PM-BA.jpeg"><img class="size-medium wp-image-66108" title="PM-BA" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/PM-BA-300x157.jpg" alt="" width="300" height="157" /></a><p class="wp-caption-text">Mobilização de policiais em greve na Bahia. Foto: Reprodução/YouTube</p></div>
<p>A Marinha acionou 250 fuzileiros navais para a segurança de portos e terminais de embarque, e a Força Aérea Brasileira (FAB) designou cerca de 400 militares para cuidar do funcionamento regular dos aeroportos públicos em todo o Estado.</p>
<p>De acordo com a Secretaria de Segurança da Bahia, foi registrada “uma série de casos de vandalismo, com assaltos e arrastões, em várias áreas de Salvador”, desde que &#8220;PMs ligados à Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA) anunciaram greve por tempo indeterminado&#8221;. Ainda de acordo com a secretaria, a Justiça já determinou o fim do movimento grevista.</p>
<p>O secretário de Segurança da Bahia, Maurício Barbosa, se reúne hoje com representantes de associações de policiais para discutir o assunto. De acordo com a secretaria, 7 mil dos 30 mil policiais baianos estão trabalhando e, das 300 viaturas da corporação em Salvador, 210 estão em atividade.</p>
<p>Barbosa garante ter “consciência de que é preciso avançar na melhoria das condições de trabalho dos policiais”, mas reitera não poder “admitir desordem e baderna de grupos querendo impor uma condição para além do estado democrático”.</p>
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		<title>Grupo hackeia FBI e Scotland Yard</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 16:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[anonymous]]></category>
		<category><![CDATA[FBI]]></category>
		<category><![CDATA[hackers]]></category>
		<category><![CDATA[Scotland Yard]]></category>

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		<description><![CDATA[Coletivo interceptou ligação entre órgãos de policia britânico e norte-americano sobre investigação de hackers do grupo e divulgou ligação na internet]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O FBI e a Scotland Yard foram hackeados e tiveram a gravação de uma conferência telefônica confidencial divulgada pelo grupo coletivo de hackers Anonymous. A organização postou na internet uma ligação de 17 minutos na qual as duas forças policiais discutem sobre os esforços para combater a ação de participantes do grupo.</p>
<p>Na conversa, discutem-se as pistas para localizar integrantes do Anonymous e outros parceiros, datas planejadas para prisões e detalhes de evidências sob poder da polícia. Segundo a BBC, o grupo divulgou os endereços das contas de email dos participantes da ligação.</p>
<p>De acordo com o diário britânico <em>The Guardian</em>, o FBI confirmou que hackers, supostamente do Anonymous, interceptaram de forma ilegal uma ligação secreta com a Scotland Yard e que estava procurando os reponsáveis. A polícia britânica informou que fará um pronunciamento em breve.</p>
<p>&nbsp;</p>
<div id="attachment_66077" class="wp-caption aligncenter" style="width: 530px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/anonymous.jpg"><img class="size-full wp-image-66077" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/02/anonymous.jpg" alt="" width="520" height="367" /></a><p class="wp-caption-text">Anonymous hackeou FBI e Scotland Yard. Foto: Scragz/Flickr</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na ligação, realizada em janeiro, aparecem os nomes de pessoas investigadas &#8211; cobertos intensionalmente por barulhos &#8211; e planos para ações legais.</p>
<p>No Twitter, o Anonymous postou uma mensagem provocando a polícia federal americana: “O FBI deve estar curioso em saber como conseguimos constantemente ler suas comunicações internas há algum tempo.”</p>
<p>O grupo já havia assumido a responsabilidade por ataques ao site do FBI, em janeiro, e ao Departamento de Justiça dos EUA.</p>
<p><strong>Leia mais: </strong></p>
<p><strong><a href="../politica/um-passo-rumo-a-transparencia/">Um passo rumo à transparência</a></strong><br />
<strong><a href="../politica/politica/hackers-pavimentam-a-lei-de-acesso-a-informacao/">Hackers pavimentam a Lei de Acesso a Informação </a><br />
<a href="../politica/o-ministro-aprende-mandarim/">O ministro aprende mandarim<br />
</a><a href="../politica/um-grupo-nao-um-ideal/">Um grupo, não um ideal<br />
</a><a href="../politica/a-internet-ameacada/">A internet ameaçada</a></strong></p>
<p><strong>Ataques no Brasil                                                                            </strong></p>
<p>Integrantes do Anonymous assumiram a autoria de uma série de ataques a instituições financeiras no Brasil nesta semana, em protesto à corrupção e injustiças no País. A ação, que atingiu um banco diferente por dia, foi apelidada pelo grupo de #OpWeeksPayment.</p>
<p>Entre segunda-feira 30 e sexta-feira 3, o grupo afirmou, via Twitter, ter tirado do ar os sites do banco Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, HSBC, Citibank Brasil, Banco Panamericano, BMG e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).</p>
<p>O tipo de ataque utilizado pelo grupo contra as instituições direciona um grande número de computadores para acessar um site e causar instabilidade por sobrecarga do servidor. Não há acesso a dados internos dos portais.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Associações de magistrados agora dizem apoiar decisão do STF</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 14:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Redação Carta Capital</dc:creator>
				<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[AMB afirmou que de modo algum perdeu ou o CNJ ganhou; Eliana Calmon afirma ter sofrido tentativa de minar sua credibilidade]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) manter os poderes de fiscalização do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por 6 votos a 5, a ministra  Eliana Calmon disse ter ficado muito incomodada com o esforço de entidades, como a Associação de Magistrados Brasileiros (AMB), para minarem sua credibilidade. A declaração foi feita ao blog do jornalista Frederico Vasconcelos, na Folha Online.</p>
<div id="attachment_61964" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/elianacalmon.jpg"><img class="size-medium wp-image-61964" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2011/12/elianacalmon-300x211.jpg" alt="" width="300" height="211" /></a><p class="wp-caption-text">Entidades de juízes pediam que conduta da corregedora-geral de Justiça, Eliana Calmon, seja investigada. Foto: José Cruz/ABr</p></div>
<p>&#8220;O que mais me incomodou foi a posição das associações ao me acusarem de ter cometido crime&#8221;, disse ela.</p>
<p>A decisão repercutiu nas Associações de Magistrados. Nelson Calandra, presidente da AMB &#8211; que entrou com a ação para redução dos poderes do órgão fiscalizador &#8211; afirmou, ainda no final da sessão, que em hipótese alguma a AMB perdeu ou o CNJ saiu fortalecido.</p>
<p>“Quem saiu fortalecido foi a Magistratura brasileira quando tivemos o resultado, em última instância, dado pelo STF. É importante que se diga que a AMB quis uma manifestação do STF sobre os assuntos polêmicos. Fomos vencidos mais não estamos convencidos. O resultado dado pelo Supremo foi apertado, um voto apenas de diferença, de uma corte de 11 Ministros”, disse.</p>
<p>A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), que apoiava até então que se esvaziasse os poderes de fiscalização do CNJ, também declarou que a magistratura foi fortalecida e que aceitou a decisão com naturalidade. Por meio de nota, no entanto, ressaltou que defende que a atuação da Corregedoria do CNJ seja pauta pela legislação em vigor &#8220;para que suas apurações não venham a ser questionadas judicialmente no futuro&#8221; – como no caso de Eliana Calmon, acusada de quebrar o sigilo de 200 mil magistrados e funcionários.</p>
<p><strong>Leia mais:</strong><br />
<strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/stf-mantem-poderes-de-investigacao-do-cnj/">STF mantém poderes de investigação do CNJ<br />
</a><a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-judiciario-o-cnj-e-a-opiniao-publica/">O Judiciário, o CNJ e a opinião pública</a></strong></p>
<p>Na opinião do novo presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro (Amaerj), desembargador Cláudio Dell’Orto, a  decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de garantir ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) o poder de investigar magistrados independentemente das corregedorias dos tribunais foi “correta”,</p>
<p>Para Dell’Orto, resta saber, no entanto, se o conselho não ficará sobrecarregado com investigações. “Isso poderá gerar uma sobrecarga de trabalho para o CNJ e uma dificuldade até maior de fiscalizar as próprias corregedorias”, disse o desembargador, que assume nesta sexta-feira 3 a presidência da Amaerj.</p>
<p>Dell’Orto acredita que, para evitar a sobrecarga, o CNJ deverá concentrar seus esforços em casos mais graves, deixando o restante das investigações para as corregedorias dos tribunais. “A impressão que nós temos é que o CNJ vai exigir das corregedorias uma atuação mais efetiva. Acho que vai permanecer como já acontece hoje. Atualmente, o CNJ seleciona alguns casos que ele considera mais relevantes, para fazer uma atuação direta. Os casos mais corriqueiros ficam com as corregedorias”, disse o desembargador.</p>
<p>O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ), Wadih Damous, afirmou, por meio de nota, que a decisão do STF representa uma vitória para a sociedade brasileira, já que o CNJ é visto como um “instrumento de democratização do Judiciário”.</p>
<p>Para o presidente da OAB-RJ, as corregedorias são “historicamente inoperantes e nunca enfrentaram como deveriam os desvios de conduta praticados por magistrados”.</p>
<p>*Com informações da <a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/">Agência Brasil</a></p>
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		<title>O melhor do pior</title>
		<link>http://www.cartacapital.com.br/cultura/o-melhor-do-pior/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 13:55:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Alemão</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[concurso]]></category>
		<category><![CDATA[especialização]]></category>
		<category><![CDATA[Refogado]]></category>

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		<description><![CDATA[O lado bom da especialização dos prêmios talvez seja perceber quão boa é a azeitona da pizza da Italianella]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_64582" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/01/diploma-azeitona.jpg"><img class="size-medium wp-image-64582" src="http://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2012/01/diploma-azeitona-300x214.jpg" alt="" width="300" height="214" /></a><p class="wp-caption-text">O lado bom da especialização dos prêmios talvez seja perceber quão boa é a azeitona da pizza da Italianell. Arte: Ricardo Papp</p></div>
<p>Falava sobre concursos e prêmios e listas e boletins e flâmulas que estão sendo distribuídas para restaurantes e suas partes. Cheguei a afirmar, na semana passada, que esse encanto por prêmios deveria ter origem na infância, nos tempos em que sentíamos um orgulho danado de levar para casa um diploma de “melhor qualquer coisa”.</p>
<p>Ainda que nos tenham eliminado ou reduzido as possibilidades de participar de contendas, restou-nos acompanhar as alheias competições. Curiosamente, lados opostos se encontram na ansiedade por saber quem são os melhores, como até comentei nesta página há meses. Muitos aplaudem e outros tantos vaiam. E os que vaiam, eu quase arrisco apostar, o fazem com o espírito si hay gobierno soy contra.</p>
<p>Premiar, descobriu a imprensa, é acima de tudo uma espetacular maneira de faturar. Um concurso tem a pré, a venda e a pós-venda. Hoje, o mais importante é ter uma sacada. Como diz um amigo, “criar é humano”. O melhor uso do azeite em pratos feitos com farinha. Esse é um jeito espetacular de premiar uma pizzaria que não chegou a faturar nada no quesito “melhor pizza”.</p>
<p>Não se surpreenda se um dia você entrar em uma casa vendedora de redondas (não quis repetir pizzaria) e encontrar um diploma emoldurado atribuindo ao local o prêmio de “melhor azeitona na pizza portuguesa”. Alguém poderia perguntar: “E a azeitona na pizza de calabresa?” “Pois é, neste ano foi para a Italianella.” “Eles vão indo bem, hein?! Não foram eles que levaram o melhor orégano em 2010?” Por que não eleger “o melhor lugar para você comer mal”? Por que não formar um júri com pessoas que odeiam comer? Júri com pessoas que apresentem relevante desvio do septo.</p>
<p><strong>Leia também:</strong><br />
<strong> <a href="http://www.cartacapital.com.br/cultura/como-se-fora-brincadeira-de-roda/">Como se fora brincadeira de roda</a></strong><br />
<strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/cultura/o-tom-da-entrevista/"> O Tom da entrevista</a> </strong><br />
<strong><a href="http://www.cartacapital.com.br/politica/a-overdose-luiza/"> A overdose Luiza</a></strong></p>
<p>Você consegue imaginar um resort sem monitores, e eu me refiro a monitores para adultos? É provável que você não apenas consiga, mas sonhe com isso: chegar em um belíssimo hotel à beira-mar e desfrutar do silêncio. Acredite que a maioria deplora a ideia de ir a algum lugar para descansar, contemplar a natureza, sentir os perfumes que a brisa traz e sentir a brisa na pele.<br />
Mencionei todos os sentidos porque é sobre isso que falo nesta coluna. Por ter mencionado isso, recomendo o filme Os Sentidos do Amor. Ele fala sobre uma estranha epidemia que elimina os sentidos das pessoas, começando pelo olfato e, claro, o paladar. A certa altura, um crítico de gastronomia escreve sobre um restaurante. E fala sobre todo o resto: apresentação, texturas se combinando ou contrastando, o ruído de algo crocante, a sensação de afundar o dente em algo cremoso, as borbulhas do champanhe, as temperaturas. E as pessoas continuam frequentando os restaurantes para ser servidas, por gostarem do ritual.</p>
<p>Eu achei deveras interessante esse momento do filme. Um restaurante passa a ser muito frequentado por conta de uma crítica, ainda que ninguém mais consiga sentir gosto algum. Às vezes me pergunto o quão perto estamos disso. Por que tantas listas de prêmios? A resposta já dei linhas acima: para vender mais seja lá o que for.</p>
<p>A grande descoberta de Robert Parker Jr. não foi o vinho feito por Gerome Inhoolen, cuja produção não passa de um copo por ano, quando as uvas o permitem. Ele descobriu que, se desse nota 100 para esse vinho, o velho Gerome poderia ficar rico e vender cada copo por uma fortuna. Parker descobriu o poder das notas em um mercado que estava começando a crescer. No vinho surgiram outros nomes e, na comida, o Guia Michelin mostrou gigantescos sinais de cansaço e várias outras publicações anuais estão indo para o mesmo caminho. Não cabe, hoje, com a velocidade dos meios de comunicação, esperar um ano para dar uma flâmula, uma medalha, um troféu.</p>
<p>Juntando tudo, as pessoas gostam de campeonatos, de monitores, de orientações. Onde comer e o que comer e beber. E talvez o lado bom da especialização dos prêmios seja fazer com que se repare, pela primeira vez, quão boa é a azeitona da pizza de calabresa da Italianella.</p>
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