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08.08.2011

A transformação do pré-sal

por Redação Carta Capital — publicado 08/08/2011 12h45, última modificação 06/12/2011 09h36
“Pré-sal – Uma transformação na cadeia produtiva de petróleo e gás”, aborda novo cenário da exploração do recurso

Entre 2003 e 2007, a média de investimento da Petrobras no setor petrolífero foi de 5,8 bilhões de dólares. Entre 2011 e 2015, esse valor se elevou para 42,5 bilhões. A informação é de José Renato Almeida, coordenador do Programa Executivo de Mobilização da Indústria Nacional (Prominp) e reflete a mudança no setor ocasionada pela descoberta do Pré-Sal. Nesta segunda-feira 8, o seminário “Pré-sal – Uma transformação na cadeia produtiva de petróleo e gás”, da série Diálogos Capitais, organizado pela CartaCapital, com patrocínio da Petrobras, discute com o governo, indústria e sociedade devem encarar esse novo cenário.

Já se apresentaram o economista e colunista de CartaCapital Luiz Gonzaga Belluzzo, o presidente da Fiesp Paulo Skaf, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão.

Frases

O economista Luiz Gonzaga Belluzzo abriu o evento ao fazer uma auto-crítica aos economistas. "Nós damos muito mais palpite que fazemos análise. Deveríamos ser mais modestos. Não só os idiotas, mas os economistas também perderam a modéstia. Os anos que antecederam a crise foram de grande arrogância de nossa parte", disse. Belluzzo comentou a crise e como o setor petroleiro será influenciado pela diminuição do crescimento nas economias centrais. "Não acho que a saída de crescimento vai ser fácil dessa vez, porque as políticas econômicas gastaram muito do arsenal para resolver isso", afirmou. "Em relação ao petróleo, vamos observar um crescimento menor da economia mundial". Segundo o economista, com a redução natural da oferta de petróleo, a tendência é o preço se estabilizar, mesmo com a queda de demanda.

Já o presidente da Fiesp Paulo Skaf focou seu discurso em sobre como aproveitar a riqueza do Pré-Sal para manter competitiva a indústria nacional. "Nós temos uma industria que levou 200 anos para ser construida e que é forte e competitiva. Essa competividade não é da indústria, é do Brasil. Temos que transformar esses investimentos em uma oportunidade para o País".

O presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli dimensionou a importância que o petróleo da Bacia de Santos terá nos próximos anos. "A expectativa é de que o Pré-Sal, que representa 2% da exploração do petróleo atual, chegue a 18% em 2015", revelou. Em relação a crise econômica, Gabrielli acredita que a demanda de petróleo não será afetada em grande escala, apesar na queda de consumo das economias centrais. "Principalmente na área do petróleo, temos o prenúncio de um novo mundo", disse e destacou a importância dos emergentes como grandes consumidores de combustível.

Já o ministro das Minas e Energia Edson Lobão falou sobre o papel do Pré-Sal na estratégia para a indústria nacional. "Nossa indústria revigorou-se depois de décadas de paralisação, estagnação e até destruição. Desde 1996 não se fazia encomenda de embarcações de porte no país. Perdemos muito em divisas usando bandeiras de outras nacionalidades para o transporte do combústivel", afirmou. Questionado sobre a segurança na exploração do petróleo, Lobão respondeu que estão sendo empreendidos os maiores esforços possíveis para prevenir acidentes. "Nâo há nada que não tenha riscos, mas estamos atentos à fiscalização. Nada pode existir além do que já fazemos para precaver que esses acidentes ocorram".

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Galeria de conteúdo

Aqui você tem acesso à integra do evento, com os vídeos dos debatedores e as apresentações utilizadas durante o evento.

Abertura do evento com Professor Luiz Gonzaga Belluzzo
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Paulo Skaf, presidente da FIESP
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Edson Lobão, Ministro de Minas e Energia
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Haroldo Lima, Presidente da ANP (Agência Nacional de Petróleo)
Veja também a utilizada durante o evento
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José Renato Almeida, Coordenador-Executivo Prominp
(Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural)
Assista a utilizada durante o evento
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José Sérgio Gabrielli, Presidente da Petrobras
Acesse a utilizada durante o evento
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Maurício Guedes, Diretor do Parque Tecnológico da UFRJ
(Universidade Federal do Rio de Janeiro)
Acesse a utilizada durante o evento
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