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Programa Mais Educação põe fim a aprovação automática em São Paulo

por Redação — publicado 15/08/2013 11h39
Com novo modelo lançado pela prefeitura, alunos poderão ser reprovados e terão provas bimestrais e boletins

A prefeitura apresentou nesta quinta-feira 15 o programa Mais Educação São Paulo, cujo objetivo é fazer uma reestruturação curricular e administrativa, além da ampliação e fortalecimento da rede municipal de ensino. Uma das principais mudanças é na progressão continuada, que não se baseará mais na aprovação automática. "O objetivo não é aumentar a repetência, porque sabemos que a indústria da repetência é tão perversa quanto a da aprovação automática. Mas é o sentido de o professor e os próprios estudante organizarem a passagem de nove anos de maneira que se tenha clareza do que se quer em cada etapa do processo", disse o prefeito Fernando Haddad.

O programa foi lançado na Praça das Artes, no centro da cidade, pelo secretário de educação César Callegari. Entre os principais conceitos apresentados para o novo plano está a divisão dos nove anos do Ensino Fundamental em três ciclos: ciclo de alfabetização (1º ao 3º), interdisciplinar (4º ao 6º) e autoral (7º ao 9º). Atualmente, a divisão é de apenas dois períodos, fundamental I (1º ao 5º) e fundamental II (6º ao 9º). A medida suaviza a mudança entre os ciclos, já que, em vez de o aluno passar de uma única professora generalista para uma série de especialistas de um ano para outro, a transição será gradativa dentro dos ciclos.

No modelo atual existe a possibilidade de retenção do aluno por falta de aprendizado apenas nos últimos anos dos dois ciclos (4º e 9º). O novo programa propõe a retenção não apenas no final de cada ciclo, 3º, 6º e 9º ano, mas também nos 7º e 8º anos, caso o aluno não apresente evolução. O objetivo, segundo a prefeitura, é impedir que a criança chegue aos oito anos sem estar alfabetizado. Segundo dados apresentados no lançamento do programa, os números mostram que, em 2011, 38% dos alunos chegaram ao 4º ano sem estarem plenamente alfabetizados.

Notas e boletim. Passarão a ser exigidas realizações de provas bimestrais, boletins com notas de zero a dez, relatórios de acompanhamento e lição de casa regularmente. A prefeitura destacou que, além do aumento da exigência na avaliação, também pretende aumentar o apoio ao aluno com a criação da recuperação intensiva nas férias e período letivo, além da criação de dependências nos 7º e 8º anos, caso o aluno não evolua em determinada disciplina.

A meta, segundo o site da prefeitura, é a inclusão de 100 mil estudantes no modelo até o fim de 2016. O novo plano também prevê melhorias na infraestrutura, como a construção de 367 novas unidades para a educação básica e a contratação de novos educadores.

Os conceitos da reformulação ficarão disponíveis para consulta pública no site do programa até o dia 15 de setembro para receber sugestões da população, antes que seja aplicado nas escolas paulistanas.