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Professores da Universidade Federal de São Paulo mantêm greve

por Agência Brasil publicado 06/08/2012 19h55, última modificação 06/08/2012 20h02
Eles irão apresentar uma contraproposta ao Ministério da Educação e cobrar a reabertura das negociações

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – Os professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) decidiram nesta segunda-feira 6, em assembleia, manter a greve. Eles irão apresentar uma contraproposta ao Ministério da Educação e cobrar a reabertura das negociações. As demais associações de professores de universidades federais deverão apresentar até a próxima quarta-feira, dia 8, o resultado das assembleias.

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De acordo com a Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp), a adesão nos seis campi da universidade é alta, com exceção dos cursos da faculdade de medicina, onde as aulas, principalmente dos alunos nos últimos anos do curso, e da pós-graduação, estão ocorrendo normalmente.

“Decidimos não prejudicar ainda mais os alunos da medicina que estão nos últimos anos do curso”, destacou a presidenta da Adunifesp, Virginia Junqueira.

A Agência Brasil esteve em dois dos seis campi da Unifesp na tarde de hoje. No campus de Osasco (SP), onde a reportagem não foi autorizada a entrar, havia pouca movimentação de professores e funcionários. De acordo com os seguranças da unidade, alguns alunos estiveram no período da manhã no local. A reitoria da Unifesp não soube precisar a adesão à greve na unidade.

Na faculdade de medicina, na Vila Mariana, em São Paulo, parte das aulas ocorrem normalmente. As disciplinas ministradas para alunos que estão próximos a formatura, ou já fazendo estágio, estão normais. O Hospital São Paulo, da Unifesp, estava funcionando normalmente. A área de pós-graduação da faculdade também está com funcionamento parcial.

Durantes essa semana, as entidades representantes dos professores devem promover ações conjuntas nas reitorias das universidades. Em São Paulo, estão previstas manifestações e um abraço simbólico no prédio da reitoria. Em Brasília, os professores vão distribuir uma carta aos parlamentares, e pedir a reabertura das negociações.

 

*Matéria originalmente publicada na Agência Brasil