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Governo apresenta pacote para por fim à greve

por Marcelo Pellegrini — publicado 13/07/2012 18h23, última modificação 06/06/2015 17h28
Entre as propostas está a revisão do plano de carreira e reajustes salariais para os docentes em greve há 57 dias
Unifesp1

Unifesp de Guarulhos. Foto: Olga Vlahou

O governo federal apresentou nesta sexta-feira 13 uma proposta para tentar colocar fim aos quase dois meses de greve dos professores federais de ensino superior. A paralisação atinge 56 das 59 universidades federais, além de 34 institutos federais de educação tecnológica (dos 38 existentes).

A proposta apresentada pelo Ministério do Planejamento diminui de 17 para 13 os níveis de carreira, a partir de 2013, e concede reajuste salarial a todos os docentes federais de ensino superior - além dos 4% já conseguidos com a MP 568, retroativo a março, ao longo dos próximos três anos. Com isso, o governo estima que, ao longo dos próximos três anos, a remuneração do professor titular com dedicação exclusiva suba de 11,8 mil reais para 17,1 mil. A medida do governo prevê, portanto, que os professores cheguem a esse patamar em menos tempo de carreira.

Segundo o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, a expectativa é que a proposta atenda aos pedidos dos docentes e encerre a greve, que ameaça atrasar o calendário letivo de grande parte das universidades federais.

Histórico
As reivindicações da categoria dos professores são antigas e se referem à reestruturação do plano de carreira dos docentes e melhores condições de trabalho. Os professores também reclamam do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), que, segundo eles, expandiu de forma improvisada o ensino superior público. “Notamos que ensino superior federal foi expandido nas propagandas, mas não assegurado na condição real”, avaliou a ex-presidente do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Marina Barbosa.

Conforme foi noticiado por CartaCapital, a reunião desta sexta-feira 13 era esperada desde 19 de junho. Na época, a greve já havia completado um mês, porém o Ministério do Planejamento adiou novamete a reunião, alegando que os esforços do governo estavam voltados para a Rio+20.

A decisão sobre a continuidade da greve está agora com os docentes. Segundo a presidente do Andes, Marinalva Oliveira, a proposta do governo ainda será discutida no movimento de greve e uma definição deve ser anunciada na próxima semana.

*Com informações da Agência Brasil