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Universidade de São Paulo

Por eleições diretas, estudantes da USP entram em greve

por Redação — publicado 02/10/2013 10h40, última modificação 02/10/2013 15h25
Eles cobram eleições diretas e paritárias, com alunos, funcionários e professores tendo mesmo peso na votação para reitor
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Alunos decidiram manter a ocupação na reitoria da universidade

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) voltaram a ocupar a reitoria da instituição, na terã-feira 1º, após verem negadas as propostas de eleições diretas para a escolha de reitor. Eles estão em greve geral por tempo indeterminado. A assembleia que definiu as ações teve a presença de cerca de cerca de mil alunos e foi chamada depois de o Conselho Universitário, instância decisória máxima da USP, ter realizado pequenas mudanças no processo de eleição de reitor. As reivindicações dos alunos também não foram atendidas. Eles pedem eleições diretas e paritárias para as três categorias (estudantes, funcionários e professores).

As mudanças aprovadas foram as sugeridas pela própria reitoria (saiba mais clicando AQUI). Agora, os representantes elegem direto a lista tríplice em um primeiro turno, que é passada para o governador, responsável pela palavra final. O atual reitor, João Grandino Rodas, foi escolhido pelo então governador Jose Serra (PSDB) em 2009, mesmo sem ser o líder de votos da lista tríplice. O pedido de que a comunidade acadêmica participasse das reuniões do conselho foi negado pela maioria, aprovou-se apenas uma consulta informativa, sem caráter decisório, à comunidade universitária.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, no início desta manhã, mais pessoas chegavam ao local para dar continuidade ao protesto contra as eleições indiretas na universidade. Não houve incidentes durante a madrugada.

A reitoria estava ocupada por cerca de 400 alunos e funcionários desde a tarde de terça-feira. O objetivo era fazer pressão sobre o conselho.

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) protocolou um pedido para anular as decisões, fazer nova reunião do conselho e adiar as eleições para reitor. O DCE espera que as escolhas dos dirigentes sejam submetidas à comunidade acadêmica, o que poderia ocorrer sob a forma de plebiscito.