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Centenas de manifestantes são detidos em SP e no Rio

por Redação — publicado 16/10/2013 09h59, última modificação 16/10/2013 11h17
Dia do Professor foi marcado por protestos por melhorias na educação pública. Segundo jornal, policiais usaram armas letais durante confronto
Fernando Frazão / Agência Brasil
Rio de Janeiro

Passeata de professores grevistas das redes municipal e estadual de educação desfilou na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro. Grupos de mascarados que apoiavam o protesto entraram em confronto com policiais militares na Cinelândia

Centenas de manifestantes foram detidos no Rio de Janeiro e em São Paulo na noite desta terça-feira 15, em protestos que marcaram o Dia do Professor. Informações da Polícia Militar apontam mais de 200 detidos na capital fluminense e 56 na capital paulista nos atos que pediam melhorias na educação pública.

No Rio de Janeiro, o protesto começou por volta das 18 horas e seguiu sem tumulto até as 20h15. Professores e demais profissionais de educação em greve se dispersaram nas proximidades da Câmara dos Vereadores assim que começou o tumulto. Antes da confusão, a maior parte dos participantes já havia deixado o protesto com a saída dos carros de som do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe).

A confusão teve início quando um grupo de manifestantes que estava próximo ao Quartel-General da Polícia Militar (PM), na Rua Evaristo da Veiga, decidiu se deslocar em direção à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As primeiras bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas pela polícia na Rua Araújo Porto Alegre, entre o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional. Depois, foram disparadas bombas de gás nas proximidades do Theatro Municipal.

Manifestantes chutaram as bombas de volta em direção aos policiais e dispararam rojões. Um micro-ônibus da polícia foi depredado e teve os vidros quebrados. Um manifestante, vestido de preto e com o rosto coberto, pichou a parede lateral da Câmara de Vereadores, na Rua Evaristo da Veiga, com a frase "Não vai ter Copa".

O jornal Folha de S. Paulo afirmou que os policiais militares do Rio usaram armas letais para dispersar os manifestantes. A informação é a de que pelo menos dois policiais dispararam tiros para o alto nos arredores da praça da Cinelândia.

Em São Paulo, o ato começou às 17h no largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste. O ato foi convocado por estudantes da USP e teve a participação de movimentos sociais, professores da rede municipal de São Paulo e de black blocs.

Na altura da ponte Eusébio Matoso, manifestantes invadiram a pista da marginal Pinheiros, onde se iniciou o confronto com a PM. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, os policiais utilizaram balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Algumas das bombas atingiram carros e ônibus com passageiros que estavam presos no congestionamento. Muitas pessoas tiveram de deixar os veículos em razão da ação do gás lacrimogêneo. Ainda durante o conflito, um grupo de pessoas correu para o interior de uma loja Tok & Stok. Na saída, 44 pessoas foram detidas. A informação da polícia é de que os manifestantes teriam depredado o estabelecimento.

Ao todo, 56 pessoas foram encaminhadas para o 14º DP (Pinheiros). Os detidos foram levados para o 89º Distrito Policial, localizado no Morumbi, zona sul da cidade. A informação é da assessoria de imprensa da PM.

Com informações da Agência Brasil