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Carta Fundamental

Literatura

O despertar da leitura

por Clarice Cardoso — publicado 13/06/2012 12h58, última modificação 13/06/2012 12h59
Braço educativo da Festa Literária de Paraty, que chega à décima edição, comemora maior participação de escolas e celebra Drummond

Entre as pedras dos caminhos de Paraty, crianças e jovens despertam para a leitura enquanto esperam um dos mais importantes eventos literários do País. Trazer para o mundo dos livros o grupo etário que mais lê no Brasil é, ali, responsabilidade da Flipinha, braço educacional da Festa Literária Internacional de Paraty, marcada para 4 e 8 de julho. Mais que cuidar da programação infantil, a Flipinha é responsável por um importante programa realizado ao longo do ano em escolaslocais.

O resultado, comemora Cristina Maseda, coordenadora da Flipinha e da FlipZona, é uma substancial melhoria na qualidade da participação de escolas. “Com os programas de formação de professores, vemos que a literatura é parte da comunidade durante o ano todo, e não só no evento.”

Anualmente é feita a distribuição de um manual com informações sobre a festa, dados dos autores, indicações de livros e sobre como trabalhá-los em sala de aula. Neste ano, foram distribuídas 1,5 mil cópias entre escolas de Paraty e entidades educacionais parceiras da Casa Azul, um trabalho que, ao longo do ano, envolve cerca de 600 educadores.. O material é disponibilizado também no site www.flipinha.org.br.

A formação de professores mediadores de leitura é o principal mecanismo citado por especialistas para a formação e manutenção de leitores literários, justamente um dos focos do projeto. “Nosso principal entrave é a falta de políticas públicas ligadas à literatura e à biblioteca escolar. Com maior comprometimento do poder público, certamente teríamos feito maiores avanços.”

Ainda assim, os números mostram bons resultados: se em 2011 passado se contava com 35 escolas participantes, neste elas são 47. “Avaliamos o desempenho do programa pelo público no evento. No ano passado, tivemos 22 mil participantes. Neste, esperamos receber 25 mil durante todo o evento.”

Drummond

No ano em que a Flip celebra uma década, o homenageado será Carlos Drummond de Andrade. A obra do itabirano é trabalhada em saraus e palestras com educadores, criando assim elo com o cotidiano escolar. Mensalmente, são organizados encontros para acompanhar as atividades e avaliar seu andamento. No site do evento, há material  gratuito sobre sua produção e biografia.

O resultado, afirma Cristina, é uma aula diferenciada, enriquecida, com o poder de despertar o jovem leitor. “No caso de Drummond, estamos trabalhando seu lado político, sua abordagem da vida cotidiana. Estamos mostrando que, além de autor importantíssimo, ele foi alguém que viveu momentos históricos determinantes para o País.”

 

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