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Etecs e Fatecs fazem manifestação na Paulista

por Clara Roman — publicado 20/05/2011 14h00, última modificação 03/06/2011 12h11
Professores e funcionários querem nova reunião com governador para negociar aumento e plano salarial.

Depois de uma semana de greve, professores, funcionários e estudantes de Escolas Técnicas (Etecs) e Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Centro Paula Souza foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho nessa sexta-feira 20 (confira sobre greve e políticas de ). A concentração ocorreu no vão do Masp, na Avenida Paulista, e reuniu cerca de 800 pessoas, segundo a Polícia Militar. O protesto seguiu até a rua Bela Cintra, onde fica a Secretaria do Desenvolvimento, pasta responsável pelo Centro Paula Souza.

Professores e funcionários pedem novas negociações com o governador Geraldo Alckmin (PSDB). Em reunião, Alckmin propôs 11% de reajuste salarial e 60 dias para elaborar um novo plano de salário, mas a oferta foi rejeitada pelos grevistas, que prometem continuar parados. Trabalhadores das Etecs e Fatecs dizem que não recebem reajuste desde 2005, data posterior à greve de 80 dias ocorrida em 2004.

Além de reajuste, o movimento também reivindica mais benefícios –os professores ganham hoje 4 reais de vale-alimentação – e um plano salarial, que inexiste desde a entrada do governo PSDB no Estado de São Paulo. “Queremos reajuste e estabelecimento de uma política salarial. Precisamos repor perdas resultante desses 6 anos sem aumento. Funcionários tiveram perda de 70% e professores de 58%”, diz Salvador dos Santos Filho, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Centro Paula Souza (Sinteps).

Professores das Etecs recebem 10 reais por hora/aula, enquanto os das Fatecs, 18 reais. A greve já teve adesão de 60% a 80% das unidades, segundo sindicato, mas Salvador prevê novas adeptos depois da manifestação. As Etecs e Fatecs sofrem com evasão de professores e funcionários que buscam melhorar de vida em outros empregos.

Malabarismo
Uma das manifestantes sugeria em cartaz uma profissão bem mais rentável. Carla Keiko, malabarista e professora das Etecs Carlos Campos e Camargo Aranha na capital, afirma que é possível ganhar muito mais em uma hora de malabarismo no farol (entre 60 e 70 reais) do que como professora da Etec. Para complementar a renda, muitos professores e funcionários exercem outras profissões. A própria Keiko trabalha de bar tender durante a noite. “Os alunos até brincam, perguntando se a gente trabalha”, conta.

Durante a concentração, os participantes fizeram um minuto de “barulho” pela morte de estudante na USP na quarta-feira 18.

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