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Verde em duas rodas

por André Siqueira — publicado 11/03/2009 15h11, última modificação 20/09/2010 15h12
A Honda anunciou na terça-feira 10, às 18h de Brasília, o lançamento da primeira motocicleta bicombustível, a CG 150 Mix. A tecnologia utilizada pela Honda começou a ser desenvolvida em 2006 no Japão, com a participação dos técnicos brasileiros. Os equipamentos são produzidos pela empresa na planta de Manaus, a maior unidade da fabricante japonesa no mundo.

A Honda anunciou na terça-feira 10, às 18h de Brasília, o lançamento da primeira motocicleta bicombustível, a CG 150 Mix. A tecnologia utilizada pela Honda começou a ser desenvolvida em 2006 no Japão, com a participação dos técnicos brasileiros. Os equipamentos são produzidos pela empresa na planta de Manaus, a maior unidade da fabricante japonesa no mundo.

O preço do modelo Mix será 300 reais superior ao da versão a gasolina, e vai de 6.340 a 7.290 reais. As novas motos começam a chegar às concessionárias no fim de março. A expectativa da Honda é comercializar 16 mil unidades por mês, a metade do total de vendas da Titan. As versões da CG de 125 cilindradas, mais populares, não puderam ser adaptadas para rodar com álcool porque não dispõem de sistema de injeção eletrônica.

A exemplo dos carros com motor flexível, a CG 150 Titan Mix funciona com álcool e gasolina. Mas guarda algumas diferenças. Como dispensa o tanque de gasolina para partida a frio, precisa ter uma quantidade mínima do derivado de petróleo no tanque quando a temperatura estiver abaixo de 15oC. Além disso, o sistema de controle eletrônico da injeção de combustível possui quatro programações pré-definidas, que são acionadas de acordo com o teor da mistura. Nos automóveis, o sistema é calibrado constantemente. Luzes no painel indicam a necessidade de colocar mais gasolina no tanque.

A diferença no bolso do consumidor não será tão sensível. Um dos estudos da Honda mostra que a economia a cada 20 mil quilômetros rodados com álcool é de cerca de 300 reais. “O que deve contar para o consumidor deste modelo é a sensação de gastar menos para encher o tanque”, diz o analista de Desenvolvimento de Novos Produtos da fabricante, Hayato Ikejiri.

No caso das motos de maior cilindrada, a perda de autonomia ao abastecer com álcool é um fator que pesa contra a tecnologia bicombustível. “Por outro lado, esse público tem uma preocupação maior com o meio ambiente”, argumenta o diretor de Relações Institucionais da Honda, Paulo Takeuchi. “Se sentirmos que há interesse dos consumidores, temos como oferecer a alternativa em outros modelos.” Uma boa notícia, pois ao rodar com álcool as motocicletas liberam 79% menos monóxido de carbono do que exige a norma Promot 3, em vigor desde janeiro. Com gasolina, a emissão do modelo aumenta para 56% do máximo permitido.

*O colunista viajou a Manaus a convite da Honda do Brasil