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Venda de automóveis cresce em novembro

por Arlete Gomes — publicado 06/12/2010 16h23, última modificação 06/12/2010 16h23
Automóveis biocombustíveis são os favoritos entre os carros leves; no setor alimentício, carne puxa inflação para cima

No mês de novembro entraram em circulação cerca de 320 mil automóveis entre carros leves, caminhões e ônibus no país. Uma alta de 8,3 % em relação ao  mês anterior e de 30,5 % se comparado às vendas de veículos novos em 2009.

De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nos onze primeiros meses do ano houve um aumento de 10% na vendas, ou seja, um total de 3,133 milhões veículos vendidos até agora.

As vendas de automóveis e veículos comerciais leves modelo bicombustível (flex) somaram 269.515 unidades em novembro e atingiram 86,6% do total comercializado na categoria no País. A entidade acredita que as vendas podem bater recorde e chegar aos 3,4 milhões.

Para acompanhar a demanda as empresas aumentaram o quadro de funcionários. O setor automotivo fechou o mês de novembro com 135.913 trabalhadores, um aumento de 9,7% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

Carne puxa a inflação

Puxada pela alta no preço da carne, a inflação medida pelo Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) foi de 1,04% em novembro, aumento de 0,11 ponto percentual em relação a outubro, que registrou inflação de 0,93%.

Segundo o Dieese, o principal fator de pressão em novembro foi a alta no grupo alimentação, de 2,81%. As carnes (10,79%) foram as principais responsáveis pela carestia, puxada pelo preço da carne bovina, com aumento de 11,01%, e pela suína, de 6,26%. A carne bovina já acumula alta de 26,12% em quatro meses.

A elevação dos preços de frutas, (6,09%), açúcar (11,98%) e farinha de trigo (5,65%) também contribuiu para formar a taxa de inflação.

A segunda maior alta no período ocorreu no grupo transportes (0,61%), resultado do reajuste do preço dos combustíveis (1,49%), principalmente o álcool (3,84%). Em seguida aparece o grupo habitação, com aumento de 0,4% puxado pelos aluguéis, impostos e taxas de condomínio (1%). Na saúde, a alta foi de 0,35%.

Entre dezembro do ano passado e novembro deste ano, o ICV registrou alta de 6,31%, com taxas anuais maiores (6,95%) para as famílias de menor poder aquisitivo, com renda inferior a R$ 377,49. Para as famílias de maior poder aquisitivo, com renda superior a R$ 2.792,90, a inflação foi menor: 5,95%. No acumulado do ano, entre janeiro e novembro, o aumento atinge 6,23%, puxado pelos grupos alimentação (10,25%) e habitação (6,38%). O aumento extraordinário do feijão este ano (94%), da carne (31,08%) e das aves (14,29%) contribuíram para a alta inflacionária em 2010.

(Com informações da Agência Brasil)