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Um pouco sobre o mercado ilícito

por Paulo Daniel — publicado 28/01/2011 11h48, última modificação 28/01/2011 11h48
Relatório da ONU mostra que as maiores economias do mundo são também os maiores mercados para o comércio ilegal. Por Paulo Daniel

De acordo com relatório da UNODC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes) The Globalization of Crime: A Transnational Organized Crime Threat Assessmentas as maiores economias do mundo são também os maiores mercados para o comércio ilícito. O comércio ilegal se tornou extremamente forte, gerando volume de produtos e serviços até maiores do que muitos países.

Segue abaixo alguns exemplos de crimes e seus custos envolvidos:

O tráfico de pessoas para a Europa para fins de exploração sexual movimenta em torno de US$ 3bilhões por ano e envolve 140 mil vítimas, a maioria mulheres e crianças.

O contrabando de migrantes da América Latina para a América do Norte está próximo US$ 6,6 bilhões dólares envolvendo em média três milhões de entradas ilegais a cada ano.

Do mercado de cocaína, no comércio mundial movimenta-se em torno de US$ 72 bilhões, cerca de 70% de seu lucro são realizados na América do Norte e Europa, ou seja, os principais países consumidores.

A Madeira ilegal é importada da Ásia para a UE (União Europeia) e a China e estão próximos de US$ 2,5 bilhões.

O relatório ainda afirma da importância de se combater a lavagem de dinheiro, principalmente nas ditas grandes economias e se repensar o sigilo bancário.

Entretanto, o combate aos crimes internacionais e as drogas ilícitas deve ser uma cooperação entre nações e não a supremacia militar de um determinado país sobre as nações menos desenvolvidas.

Além do que, a ponta final desse comércio, que é o consumo, está nas nações desenvolvidas, portanto, é aí que o combate tem que ser mais ativo, eficaz e eficiente.