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UE promete ajudar Grécia, mas país precisa aprovar austeridade

por Redação Carta Capital — publicado 24/06/2011 13h53, última modificação 24/06/2011 13h54
Em comunicado, os 27 países da União Européia afirmaram em comunicado que para que desembolso possa ocorrer, Grécia deve finalizar pacote que reduz gastos públicos e aumenta impostos

A União Européia prometeu ajuda financeira à Grécia para evitar a falência no país. O dinheiro só será concedido, no entanto, se o Parlamento grego aprovar plano de austeridade, finalizado durante negociações com os credores internacionais.

Em comunicado, os 27 líderes do bloco afirmaram que medidas como redução de gastos públicos e aumento de impostos precisam ser finalizadas nos próximos dias e que isso dará base para estabelecer parâmetros do novo programa de desembolso pela UE e FMI.

O primeiro-ministro grego, George Papandreou prometeu aprovar a reforma radical da economia. O ministro de finanças Evánguelos Venizelos fechou em reunião com inspetores da EU e do FMI acordo sobre aumentos adicionais de impostos e cortes de gastos públicos.

O texto foi analisado em uma primeira reunião com Herman Van Rompuy, presidente do Conselho Europeu, a premier alemã Ângela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy. Depois, o documento passou pelo crivo dos outros 27 dirigentes e do presidente do Banco Central Europeu, Jean Claude Trichet.

O novo pacote de austeridade deve ser votado na próxima semana é essencial para que a Grécia receba a ajuda, de 12 bilhões de euros. Segundo informações da agência Estado, um segundo plano também poderia ser acionado, disponibilizando 110 bilhões de euros para o país em crise.

As medidas, que visam conter gastos, tiveram repercussão impopular. Isso porque é provável que os trabalhadores sejam os mais prejudicados, com o corte de empregos e aumentos dos impostos. A aprovação do pacote gerou cisão interna até mesmo no partido do governo socialista. Membros afirmaram que não votarão pela aprovação do pacote.