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Superávit primário bate recorde em maio

por Agência Brasil publicado 28/06/2013 12h14
Economia do governo para pagar juros da dívida pública atingiu R$ 5,681 bilhões, o maior resultado para o mês desde 2011
Valter Campanato/ABr
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Secretário do Tesouro, Arno Augustin, divulga superávit primário de maio

Por Kelly Oliveira*

Brasília – O superávit primário do setor público consolidado – governos federal, estaduais e municipais e as empresas estatais – ficou em 5,681 bilhões de reais em maio, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira 28, pelo Banco Central (BC). O superávit primário é a economia que o governo faz para o pagamento de juros da dívida pública. O resultado é o maior para o mês desde 2011 (7,5 bilhões de reais).

Em maio do ano passado, o resultado foi menor – 2,653 bilhões. Mas houve redução em relação a abril deste ano, quando foi registrado superávit primário 10,328 bilhões de reais.

De janeiro a maio, o superávit primário chegou a 46,729 bilhões, contra 62,865 bilhões de igual período de 2012. Em 12 meses encerrados em abril, o superávit primário ficou em 88,816 bilhões de reais, o que corresponde a 1,95 % do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

No último dia 12, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo está comprometido com a meta ajustada de superávit primário – economia de recursos para pagar os juros da dívida pública – de 2,3% do PIB.

Originalmente, a meta de superávit primário correspondia a 3,1% do PIB, mas o próprio ministro admitiu que o governo vai abater do esforço fiscal R$ 45 bilhões de gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de perda de receita com reduções de tributos. Esses mecanismos, na prática, reduzem o montante que o governo tem de economizar.

Nos cinco meses do ano, o Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social) registrou superávit primário de 32,304 bilhões de reais, enquanto que os governos estaduais apresentaram 12,424 bilhões e os municipais, 2,823 bilhões. As empresas estatais tiveram déficit primário de 821 milhões de reais, de janeiro a maio deste ano.

O esforço fiscal do setor público não foi suficiente para cobrir os gastos com os juros que incidem sobre a dívida. De janeiro a maio, as despesas com juros ficaram em 100,466 bilhões de reais. Em 12 meses encerrados em maio, esses gastos chegaram a 219,421 bilhões de reais, 4,83% do PIB.

Com os gastos com juros maiores que o superávit primário, o setor público registrou déficit nominal de 53,737 bilhões de reais, nos cinco meses do ano, e de 130,605 bilhões ( 2,87% do PIB), em 12 meses encerrados no mês passado.

O BC informou ainda que a dívida líquida do setor público chegou a 1,583 trilhão de reais em maio. Esse resultado correspondeu a 34,8% do PIB, com redução em relação a abril (35,5%).

Outro indicador divulgado pelo BC é a dívida bruta do governo geral (governos federal, estaduais e municipais), muito utilizado para fazer comparações com outros países. No caso da dívida bruta, em que não são considerados os ativos em moeda estrangeira, mas apenas os passivos, a relação com o PIB é maior. Em maio, ficou em 2,710 trilhões de reais, o que corresponde a 59,6% do PIB, elevação de 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior.

*Publicado originalmente em Agência Brasil.

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