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Mínimo: governo garante que não há plano B

por Redação Carta Capital — publicado 11/02/2011 16h41, última modificação 11/02/2011 16h45
Projeto de lei será votado na próxima quarta-feira 16. Governo defende 545 reais enquanto oposição se divide entre 560 e 600 reais

Com votação prevista para a próxima quarta-feira 16, o governo reafirmou a proposta de reajuste do Salário Mínimo para 545 reais. O cálculo é feito com base na inflação do ano anterior mais a variação do PIB de dois anos antes. Como em 2009 essa variação foi negativa (-0,2%), o aumento do Mínimo seria de 6,46%.

Na manhã desta quinta-feira 10, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), fez um acordo de procedimento com as lideranças do DEM e do PSDB para que não haja obstrução do tema. Pelo estabelecido, as emendas – 600 reais do PSDB e os 560 do PDT e do DEM – serão discutidas e devem ser nominais.

O jornal O Estado de S. Paulo noticiou que o governo também havia acertado com a oposição um plano B: caso não haja apoio suficiente para a proposta de 545 reais, o governo aceitaria abraçar a emenda de 560 reais. Diante disso, o deputado Cândido Vaccarezza negou a existência de um plano B. “O governo vai manter os 545, a presidenta não seria irresponsável ao ponto de, diante da necessidade de cortar 50 bilhões de reais do orçamento, aceitar um valor diferente”, enfatiza. O valor de 560 reais provocaria um acréscimo de 6,25 bilhões de reais na previsão original do governo, enquanto o salário estipulado no projeto de lei acarretaria num aumento de 1,96 bilhão. “Quem votar contra os 545 reais na base aliada será considerado dissidente”, conclui Vaccarezza. Ele também ressaltou que dos 17 partidos da base governista, apenas o PDT tem uma posição contrária aos 545 reais.