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Economia

Olimpíada 2016

Rio desiste de navios para os Jogos Olímpicos

por Brasil Econômico — publicado 28/05/2011 10h23, última modificação 28/05/2011 10h30
A data dos Jogos, em 2016, coincide com a alta temporada na Europa de viagens com navios. Ideia era que embarcações "reforçassem" a rede hoteleira da cidade

O estado do Rio de Janeiro desistiu de utilizar navios como meio de ampliação da limitada capacidade hoteleira da cidade. A data dos Jogos Olímpicos coincide com a alta temporada de navios na Europa.

Quando foram dados os primeiros passos concretos na organização das Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, o governo se deparou com obstáculos que iam muito além dos gargalos com a infraestrutura de transportes.

Apesar de ser um destinos turísticos mais procurados do mundo, a cidade não contava com leitos o suficiente para acomodar a multidão que sempre acompanha os Jogos. Uma das soluções apresentadas pelos primeiros dossiês brasileiros enviados ao COI (Comitê Olímpico Internacional) foi utilizar oito navios para ampliar a capacidade hoteleira.

A ideia, porém, esbarrou em um obstáculo de difícil transposição. Ocorre que tanto os Jogos Olímpicos quanto a Copa do Mundo acontecem no meio do ano, justamente na alta temporada dos navios na Europa.

As companhias do setor não demonstraram nenhum interesse em deslocar suas embarcações para o Brasil, já que os custos de operação seriam altos. Diante do dilema, a ideia foi abortada.

"Não vamos depender dos oitos navios que constaram do dossiê para os Jogos Olímpicos. O prefeito Eduardo Paes está estimulando a construção de hotéis de 4 ou 5 estrelas na cidade. A Associação Brasileira dos Hotéis acredita que, até 2016, teremos mais de 42 mil quartos disponíveis. Antes, contávamos com 8 navios, para fechar a conta", diz Ruy Cezar Miranda Reis, Secretario Especial para a Copa 2014 e Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro