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Restrição argentina custa cerca de 245 milhões de dólares ao Brasil

por Brasil Econômico — publicado 04/05/2011 12h34, última modificação 04/05/2011 12h37
Nos quatro primeiros meses deste ano, o Brasil deixou de exportar 2.500 máquinas agrícolas ao país, diz Milton Rego, vice-presidente da Anfavea

Por Priscila Machado, do Brasil Econômico

Nos quatro primeiros meses deste ano, o Brasil deixou de exportar 2.500 máquinas agrícolas para a Argentina, segundo informou Milton Rego, vice-presidente da Anfavea.

A declaração foi dada nesta quarta-feira (4/5) durante o evento Agrishow 2011, em Ribeirão Preto.

Cerca de 1,7 mil tratores e 800 colheitadeiras deixaram de ser vendidos por conta de barreira imposta pelo país vizinho, que descumpre um acordo no setor automotivo.

Com isso, em torno de 245 milhões de dólares deixaram de entrar no país neste ano, tendo em vista que o preço médio de um trator é 50 mil dólares e de uma colheitadeira, 200 mil dólares.

Mesmo que a Argentina volte a obedecer esse acordo, Rego prevê queda de 5% a 10% nas exportações totais de máquinas agrícolas brasileiras. No entanto, as exportações podem ter redução de 30% caso o país vizinho insista em barrar a entrada das máquinas.

A Anfavea está trabalhando em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e o Itamaraty para resolver a situação, mas não obteve resposta concreta do governo argentino, que se compromete com a liberação quando sua balança comercial estiver positiva.

"Essa busca da Argentina pela autossuficiência na produção de máquinas agrícolas é legítima, mas o país não pode rasgar um contrato automotivo", disse Rego.