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Quem financia os pequenos?

por Luiz Antonio Cintra — publicado 10/09/2010 01h44, última modificação 10/09/2010 16h49
Os mecanismos atualmente disponíveis no mercado não são suficientes para suprir a demanda de quem quer crescer e prosperar
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A cultura local como fonte de renda poderia ser mais estimulada

Os mecanismos atualmente disponíveis no mercado não são suficientes para suprir a demanda de quem quer crescer e prosperar

Até alguns anos atrás, microempresário no Brasil gastava horas e horas de seu precioso tempo às voltas com a burocracia. Para livrar-se das muitas garras desse monstro tipicamente ibérico, o caminho mais seguro era, muitas vezes, o mesmo que levava ao prejuízo. A saída: a informalidade, com todos os ônus que ela representa – a começar pela vulnerabilidade jurídica e o custo explosivo que pode acarretar. Desde a criação do Simples, em 2007, que reduziu o custo dos impostos e o tempo com as tarefas administrativas, o cenário melhorou. Um passo adiante foi dado em dezembro de 2008, quando entrou em vigor a Lei do Micro Empreendedor Individual (MEI), a porta de entrada para profissionais autônomos com no máximo um funcionário e faturamento anual de 36 mil reais.

Outro avanço institucional que renderá cada vez mais frutos, dizem os especialistas, é o Prime, um programa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia. Em 2009, primeiro ano do programa, foram destinados 230 milhões de reais a empreendimentos considerados promissores. Para ampliar a capilaridade do programa, foram escolhidos cerca de 2 mil projetos, com verba individual de 120 mil reais. Em geral são ideias nascidas nas universidades e centros de pesquisa, com ênfase nas engenharias, química, física e computação, mas também biologia e cinema.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 613, já nas bancas.