Economia

IPCA

Queda nos preços da gasolina e etanol dão alívio à inflação

por Brasil Econômico — publicado 18/05/2011 10h34, última modificação 18/05/2011 10h35
A recente queda nos preços da gasolina e do etanol, que contou com um "empurrão" da BR Distribuidora e com a ajuda da safra de cana de açúcar, vai fazer a diferença na trajetória do IPCA

Por Eva Rodrigues

A recente queda nos preços da gasolina e do etanol, que contou com um "empurrão" da BR Distribuidora e com a ajuda da safra de cana de açúcar, vai fazer a diferença na trajetória do IPCA.

Individualmente, a gasolina é o segundo item com maior peso no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - 3,96% - e perde apenas para refeição fora do domicílio, com peso de 4,45%. Em tempos em que o combate à inflação virou tema prioritário no governo, a queda da gasolina vem em momento propício.

A gasolina deve ter alta de 0,40% no mês de maio, segundo projeção da Tendências Consultoria, o que significa forte desaceleração em relação à alta de 6,26% no mês de abril. Considerado o peso do item, a contribuição será de 0,02 ponto percentual no IPCA do mês, que deve fechar com alta de 0,40%.

Já o etanol tem peso bem menor no IPCA - de 0,37% - mas não menos importância em função de sua ligação intrínsica com a gasolina: entre 20% e 25% da gasolina vendida nos postos é composta por etanol.

Ao juntar-se a isso o fato de que a frota de carros flex aumentou muito nos últimos anos, a demanda por etanol só tende a crescer. "Além disso, o etanol vem sofrendo a concorrência com o açúcar em função de preços melhores", pondera o economista da LCA, Fábio Romão.

*Matéria publicada originalmente em Brasil Econômico