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Cana-de-açúcar

Produção nacional encarece

por Redação Carta Capital — publicado 05/09/2011 17h19, última modificação 05/09/2011 18h52
O Brasil, que sofreu com a valorização do real, perdeu a liderança do ranking de menor custo de cultivo para a Austrália

O Brasil perdeu a liderança do ranking de menor custo de produção de cana-de-açúcar no mundo, ficando atrás de Austrália, África do Sul e Tailândia. O País, ainda maior cultivador da commoditie em quantidade, vem sofrendo nos últimos três anos com a valorização do real e os investimentos na produção de etanol.

Dados da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) mostram que a partir de 2005, os valores para produção aumentaram cerca de 40%, saltando de 42 reais a tonelada para 60 reais.

O aumento dos preços do etanol fez com que o governo anunciasse a redução da mistura do combustível na gasolina para aumentar a disponibilidade do combustível puro aos consumidores nos postos de abastecimento.

A alta nos preços, também ligada à carga tributária elevada e à ausência de mão de obra - principalmente aquela especializada na colheita mecanizada -, ajudaram a fazer com que a produção nacional perdesse competitividade para o cultivo de açúcar feita a partir da beterraba na Europa.

Segundo a Organização Internacional de Açúcar, na safra mundial de 2011 e 2012, o cultivo de açúcar de beterraba vai aumentar 4,4 milhões de toneladas, enquanto o de cana deve crescer apenas 2,3 milhões.

A instituição também acredita que os países importadores da commoditie vão aumentar sua produção em 6,4 milhões de toneladas. Os exportadores ampliarão a oferta em apenas 617 mil toneladas.