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Economia

Aceleração

PIB avança 6,2% em 12 meses, diz IBGE

por Redação Carta Capital — publicado 03/06/2011 13h21, última modificação 03/06/2011 13h33
Os resultados se devem, segundo o instituto, ao resultado da elevação de 5,6% do valor adicionado a preços básicos e do aumento (10,5%) nos impostos sobre produtos.

O Produto Interno Bruto (PIB) do País nos últimos 12 meses cresceu 6,2% na comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira 3 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Os resultados se devem, segundo o instituto, ao resultado da elevação de 5,6% do valor adicionado a preços básicos e do aumento (10,5%) nos impostos sobre produtos. O destaque ficou por conta da indústria, que cresceu 7,4%. Agropecuária (5,8%) e serviços (4,9%) também tiveram crescimento.

A tendência, exibida nos indicadores mais recentes, é de uma redução no ritmo da expansão da economia. A maioria das projeções prevê uma alta de cerca de 4% do PIB em 2011.

Primeiro trimestre

O resultado do primeiro trimestre do ano também foi positivo. Em relação ao último trimestre de 2010, o crescimento foi de 1,3%, já levando em conta o ajuste sazonal. A atividade agropecuária foi a maior responsável pelo resultado no período, com crescimento 3,3% - seguida por indústria (2,2%) e serviços (1,1%), com destaque para o comércio, transporte, armazenagem e correio.

Em valores, o PIB alcançou 939,6 bilhões de reais no primeiro trimestre.

Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço da economia foi de 4,2%. Por esta conta, a maior variação foi no setor de serviços: 4%. Indústria (3,5%) e agropecuária (3,1%) vêm em seguida. O resultado deste último setor pode ser explicado pelo aumento da produtividade e o desempenho de alguns produtos da lavoura que possuem safra relevante no trimestre, como soja (6,3%), milho (3,0%), arroz (18,4%), algodão (69,5%) e fumo (16,3%).

De acordo com o IBGE, o investimento voltou a acelerar na comparação com o quatro trimestre de 2010, quando o PIB teve aumento de 1,3%. A indústria da transformação (2,8%) e a construção civil (2%) foram os principais destaques.

A despesa de consumo das famílias, após três sucessivas altas, desacelerou desta vez, com variação de 0,6% negativos no primeiro semestre.

Na comparação com o último trimestre, porém, o IBGE verificou uma desaceleração no crescimento da indústria, que passou de 4,3% para 3,5%.

Já a taxa de investimento no primeiro trimestre de 2011 foi de 18,4% do PIB, superior à taxa referente a igual período do ano anterior (18,2%). A taxa de poupança alcançou 15,8% no primeiro trimestre de 2011, ante 15,4% no mesmo trimestre de 2010.

A necessidade de financiamento no período alcançou R$ 27,4 bilhões, contra R$ 25,1 bilhões no mesmo período do ano anterior.