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Bernardo prevê problemas de infraestrutura com banda larga

por Redação Carta Capital — publicado 18/06/2011 12h00, última modificação 18/06/2011 12h02
Ministro das telecomunicações alerta para o gargalo nas redes de fibra ótica a partir do próximo semestre

Por Daniella Jinkings, da Agência Brasil

A popularização da internet, a partir do próximo semestre, poderá causar problemas de infraestrutura, disse nesta sexta-feira 17 o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, ao participar do 2º Encontro dos Blogueiros Progressistas, em Brasília. “Percebemos que quando começarmos a vender a internet mais barata, vamos ter problema sério de infraestrutura”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo pretende investir na construção de redes de fibras óticas no Brasil para atender o aumento da demanda. “Vamos ter que ter investimentos, associações para construir redes de fibra ótica. Disseram que precisávamos de US$ 144 bilhões para fazer investimentos, eu não acredito nisso”.

A partir da segunda metade de 2011, o governo federal vai implementar um programa que garanta o acesso à internet banda larga com preços acessíveis, na faixa de R$ 25 a R$ 35 por mês. E de acordo com Bernardo, “essa é uma prioridade absoluta, colocar a internet de baixo custo e popularizá-la”.

Atualmente há cerca de 5 mil provedores no país. Por isso, segundo o ministro não é possível colocar a internet banda larga em regime público, ou seja, sob responsabilidade do governo. "Não temos como opção colocar a internet em regime público. É complicado outorgar isso às empresas, e não temos todo esse orçamento.”

Paulo Bernardo também falou sobre a aprovação do novo marco regulatório das comunicações, que, segundo ele, é extremamente importante para o país, e lembrou da polêmica que o tema provocou. “No ano passado passamos por uma situação de muito conflito em relação a isso. Disseram até que queríamos controlar a mídia”.

Segundo o ministro, a Constituição prevê que uma parte dos meios de comunicação tenha um marco regulatório. “Não pode ter concentração, monopólio, tem que observar que não pode ter racismo, preconceito, discriminação, xenofobia, e tem previsão que se obedeça a um conteúdo nacional e local mínimo”.