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Economia

Comércio na era eletrônica

Os paulistanos compram cada vez mais pela internet

por Redação Carta Capital — publicado 23/08/2012 11h48, última modificação 06/06/2015 18h18
Os dados, divulgados pela FecomercioSP, mostram que 62,71% dos moradores têm o hábito de comprar produtos e serviços pela rede
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Mais da metade dos paulistanos compram pela internet. Foto: Photosteve101/Flickr

Os paulistanos compram cada vez mais pela internet. É o que mostra a 4° Pesquisa sobre o Comportamento dos Usuários da Internet realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Os dados, divulgados na manhã desta quinta-feira 23, mostram que 62,71% dos entrevistados utilizam esse serviço, 11,21 pontos porcentuais acima do número apurado  em 2011.

O levantamento mostrou, por outro lado, um aumento no número vítimas de crimes eletrônicos na cidade no mesmo período: um salto de 8,48% para 12,76% dos pesquisados. E o delito mais comum é a não entrega do item comprado (28,13%), seguido por clonagem de cartão (21,09%) e uso de dados pessoais, compras indevidas com cartão de crédito e desvio de dinheiro da conta bancária (até 2011 o crime virtual mais comum) empatados com 10,16%.

Mesmo com o aumento dos casos, apenas 24,22% das vítimas de crimes eletrônicos realizaram o Boletim de Ocorrência e 14,06% procuraram o Procon. Os internautas, no entanto, buscaram aumentar a segurança de seus computadores softwares de proteção, como os antivírus, passando de 76,85% para 79,86% os usuários destes mecanismos.

A pesquisa também coloca os homens como as vítimas mais suscetíveis aos crimes online, sendo que 15,59% deles disseram já terem sofrido com esse problema, ante 10,15% das mulheres.

Vantagens das compras online

A justificativa mais citada pelos internautas para comprar pela internet foi a praticidade: 39,27% dos entrevistados usaram este argumento, uma queda em relação aos 54,46% do último ano. Em seguida aparecem o preço (25,12%), geralmente mais baixos que em lojas físicas, e a confiança (16,38%). Houve crescimento também para a variedade de produtos, inclusive importados vendidos no Brasil apenas online, e o marketing. Estes itens foram mencionados, respectivamente, por 11,13% e 5,56% dos paulistanos. Avanço superior a cinco pontos em ambos os casos.

A razão que mais impede a adesão ao comércio virtual é o receio de fraudes (61,04%), ante os 52,69% de 2011. Depois aparece a necessidade de ver pessoalmente o produto (12,55%). O custo do frete somado à compra responde por apenas 2,16% dos internautas, mas o receio de não receber o pedido atinge 10,39% dos entrevistados.

Nos casos em que houve fraudes ou crimes, os bancos reembolsaram 20,31% das ocorrências e 13,28% dos internautas vítimas optaram pelo cancelamento dos cartões de crédito e/ou débito para se protegerem. Após enfrentarem esse problema, 27,34% dos internautas paulistanos não compraram mais pela internet. 

A pesquisa foi realizada em maio de 2012, com 1 mil entrevistados na cidade de São Paulo.

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