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Os emergentes querem dirigir

por Gerson Freitas Jr — publicado 17/09/2010 01h42, última modificação 17/09/2010 15h47
No ano passado, a China assumiu o posto de principal fabricante do mundo. E até o fim da década, o Brasil será o terceiro maior mercado
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As vendas crescem no País, apesar do fim dos incentivos fiscais

No ano passado, a China assumiu o posto de principal fabricante do mundo. E até o fim da década, o Brasil será o terceiro maior mercado

Dois mil e nove. A China assume pela primeira vez o posto de maior produtor mundial de veículos, à frente dos Estados Unidos e do Japão. Um ano mais tarde, o Brasil passa a Alemanha e se torna o quarto maior mercado mundial de veículos. A crise financeira, que comprometeu o consumo nos países ricos, pode ter contribuído, mas não fez mais do que antecipar a realidade que deve imperar nas próximas décadas. Cada vez mais, as montadoras voltam seus olhos para o Oriente e para as economias em desenvolvimento. Eles serão os grandes produtores e consumidores de carros do século XXI.

A velocidade com que a produção se desloca para novos mercados impressiona. Na virada do século, a China montava pouco mais de 2 milhões  de automóveis por ano, um quinto da produção norte-americana e um sexto da  japonesa. Em 2009, menos de dez anos depois, os chineses viram sua  produção crescer quase sete vezes, para 13,8 milhões de veículos – 73% mais  que a do Japão e 141% mais que a dos Estados Unidos.

Nesse mesmo período, os principais fabricantes de veículos – Estados Unidos, Japão e Alemanha – passaram a produzir menos ou, na melhor das  hipóteses, tiveram de se conformar com a estagnação.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 614, já nas bancas.