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Os “Bolsas famílias” na América Latina

por Paulo Daniel — publicado 29/12/2010 10h37, última modificação 29/12/2010 10h37
De acordo com a CEPAL, os programas de transferência de renda em 18 países da região beneficiam mais de 25 milhões de famílias. Por Paulo Daniel

De acordo com a CEPAL (Comissão econômica para América Latina e Caribe – ONU) os programas de transferência de renda, como o “Bolsa Família” no Brasil, em 18 países da região beneficiam mais de 25 milhões de famílias – cerca de 113 milhões de pessoas, ou seja, 19% da população da América Latina e no Caribe.

Os programas de transferência de renda são uma ferramenta importante nas políticas sociais de combate à pobreza. Trata-se de iniciativas que procuram aumentar os níveis de consumo das famílias, através de transferências monetárias e reduzir a pobreza no curto prazo, e fortalecer o desenvolvimento humano dos seus membros para quebrar a reprodução intergeracional do fenômeno.

Segundo os dados da CEPAL, os gastos com esse programa representa apenas 0,40% do PIB nos países da região, apesar de sua ampla cobertura.

Programas com maior número de beneficiários em termos absolutos são o Bolsa Família no Brasil (52 milhões de pessoas), o Oportunidades, do México (27 milhões) e na Colômbia com o programa Familias en Acción (12 milhões).

O Desenvolvimento Humano Bond, do Equador, é o programa, que abrange a maior porcentagem da população em um país (44%).

Os programas de implantação mais recentes são universais para subsídio de proteção social, da Argentina, a partir de 2009 absorve os beneficiários do programa Famílias pela Inclusão Social e Bond Bolívia Materna e Infantil “Juana Azurduy de Padilla.”

Enquanto isso, em Honduras, “Bono 10.000″ (uma transferência de 10.000 Lempiras por ano, cerca de US $ 500), foi introduzido em 2010 para oferecer o Programa Bolsa Família com a finalidade de melhorar a educação, saúde e nutrição de famílias pobres com crianças e adolescentes.

Conforme o relatório da CEPAL, Panorama Social da América Latina 2010, os programas de transferência de renda contribuiram para diminuir o impacto da crise econômica e reduzir a desigualdade, juntamente com o aumento da renda do trabalho.