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Panamericano

Onde está o fundo do baú?

por André Siqueira — publicado 01/02/2011 16h29, última modificação 04/02/2011 16h14
Com um rombo estimado em mais de 4 bilhões de reais, o banco de Silvio Santos é vendido ao BTG Pactual

Com um rombo estimado em mais de 4 bilhões de reais, o banco de Silvio Santos é vendido ao BTG Pactual

O sorriso e as piadas não faziam jus a alguém que, praticamente do dia para a noite, deixou de ser o dono de um banco lucrativo, e, pior, sem receber um tostão em troca. Mas foi assim que o empresário e comunicador Silvio Santos comportou-se diante das câmeras e microfones que o cercaram na noite da segunda-feira 31, à saída da sede do BTG Pactual, em São Paulo. Seu PanAmericano acabara de ser vendido por 450 milhões de reais, um montante a ser integralmente revertido para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de modo a cobrir pequena parte de uma operação de resgate que pode superar 4
bilhões de reais. “Não ganhei nada, mas também não perdi nada”, garantiu.

Talvez Silvio tenha mais motivos para comemorar do que revelou às colegas de trabalho, como costuma se referir à sua plateia. Até a quinta-feira 3, a transferência do PanAmericano para o BTG Pactual permanecia envolta em um véu opaco de informações extraoficiais vazadas pontualmente à imprensa. O Estado de S. Paulo afirmava que o rombo, na verdade, chegaria a 4,3 bilhões de reais, um número que só poderá ser confirmado quando forem abertas as demonstrações financeiras do terceiro trimestre de 2010, esperadas para os próximos dias.

Outra informação corrente é de que a Caixa, dona de 49% das ações com direito a voto no PanAmericano, investiria 10 bilhões de reais na compra de carteiras de crédito e Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do banco, enquanto ao BTG caberia adquirir 4 bilhões de reais em Certificados de Depósitos Interbancários (CDIs). As quantias dariam novo fôlego à instituição, mas os sócios, por enquanto, não confirmam as operações.

*Confira este conteúdo na íntegra da edição 632, já nas bancas