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Oi não será parceira exclusiva do PNBL, diz governo

por Teletime — publicado 04/08/2010 17h36, última modificação 04/08/2010 17h45
Porém a capitalização da empresa ajuda na disputa por uma maior fatia do bolo do Plano da Banda Larga

Presidente da Anatel garante que não haverá preferência por nenhuma empresa

Por Mariana Mazza

A divulgação do acordo firmado entre Oi e Portugal Telecom, que assegurou aos portugueses uma fatia da concessionária brasileira, reacendeu as especulações de que a companhia pudesse estar sendo

"turbinada" para asssumir o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Segundo a cúpula do governo responsável pelo projeto, nada mudou com o negócio e a Oi continua sendo uma potencial parceira, mas não a única. "Não existirá jamais 'a empresa do PNBL'. Seria inclusive um desperdício

enorme não ter a participação das outras por ter escolhido uma empresa apenas como parceira", declarou Cezar Alvarez, assessor especial da Presidência da República, nesta terça-feira, 3.

Alvarez fez questão de negar as informações que circularam na imprensa de que a Oi seria parceira exclusiva do governo na empreitada, reafirmando que todas as empresas do setor são bem vindas e que o assunto não se resume a operadora que tem a maior rede física (no caso, a Oi). "O plano de banda larga não é apenas a posse de backhaul e backbone pelas concessionárias", afirmou. "Por definição, todas as empresas terão que contribuir (com o plano). Da Algar à Oi", complementou depois.

O assessor ponderou, no entanto, que a capitalização da Oi com a entrada de um novo sócio evidentemente é favorável aos projetos de massificação da banda larga, na medida em que permite que a companhia expanda suas operações. "Toda empresa capitalizada e forte pode ser uma parceira. Mashá uma parceira única no projeto", frisou mais uma vez.

O presidente da Telebrás, estatal repaginada para controlar a rede pública que servirá como base para a implantação do PNBL, também achou positiva a potencial capitalização da Oi com a entrada dos portugueses. "Eu suponho que a Oi capitalizada possa fazer mais investimentos em banda larga", afirmou Rogério Santanna. Para ele, o acordo anunciado não interfere nos planos da Telebrás neste momento.