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Nota oficial do Sinprifert

por — publicado 22/08/2013 10h56
Nota oficial do Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias Primas para Fertilizantes

São Paulo, 14 de agosto

Foi com surpresa e decepção que o Sindicato Nacional das Indústrias de Matérias Primas para Fertilizantes – SINPRIFERT, que representa a totalidade dos produtores de matérias-primas para fertilizantes, tomou conhecimento do artigo de autoria do Sr. Rui Daher, publicado em 09 de agosto de 2013, intitulado “A quem o Estado deve proteger?”.

Surpreso, por uma prestigiosa revista acolher matéria de tão grande interesse contendo incorreções que demonstram a total falta de conhecimento do autor em relação aos segmento produtivo nacional de fertilizantes e decepção, por não termos sido consultados antes de sua publicação.

Nosso setor tem projetos que demandam cerca R$13 bilhões em investimentos, que irão gerar 6.500 empregos diretos, além de 4.000 indiretos e diminuirão nossa atual dependência de 70% de importações sobre o total de fertilizantes consumidos no País, para cerca de 50% até 2017. Alguns destes projetos, que representam 25% do total a ser investido, já se encontram em implantação; outros estão programados ou necessitam de um retorno mais adequado para serem implementados.

O que ocorre é que o Brasil é o único dos cinco grandes produtores agrícolas que vem, ao longo dos últimos anos, incentivando as importações e punindo a produção nacional, cobrando ICMS de até 8,4% em operações interestaduais somente do nacional e zerando as tarifas de importação do produto importado. Todos os outros, China, EUA, Índia e Zona do Euro, aplicam impostos de importação e/ou taxas dumping na entrada dos fertilizantes importados e garantem isonomia de impostos locais entre o produto nacional e o produto importado. Além disso, todos incentivam a produção local e se preocupam em ter pelo menos metade de suas necessidades atendidas internamente para não ficarem expostos às incertezas do suprimento externo, cada vez mais na mão de poucos produtores.

Para o Brasil firmar-se cada vez mais uma potência no agronegócio, como é a sua vocação, é imperativo ter uma indústria de matérias-primas de fertilizantes forte e competitiva.

O que nossa indústria quer é ter condições de competir com o produto importado, pois sabemos perfeitamente o que produzir, como produzir e quando produzir os fertilizantes mais adequados à nossa agricultura.

Atenciosamente,

Rodolfo Galvani Junior - Presidente