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Nota da dívida dos EUA é rebaixada

por Agência Brasil publicado 06/08/2011 09h43, última modificação 06/08/2011 15h39
Acordo fechado para elevar o teto do endividamento do país pode não ser suficiente para reduzir a preocupação com o futuro da economia

A agência de classificação de risco Standard and Poor's rebaixou nesta sexta-feira 5 a nota da dívida americana de longo prazo, que tinha a nota máxima, AAA, para AA+. Foi a primeira vez na história que a agência classificou a dívida dos Estados Unidos abaixo do nível máximo. As informações são da BBC Brasil.

De acordo com a agência, o maior risco é político. A Standard and Poor’s considera que o acordo fechado entre o governo americano e o Congresso para elevar o teto do endividamento do país não foi suficiente para reduzir a preocupação com o futuro da economia dos EUA.

"O rebaixamento reflete a nossa opinião de que o plano de consolidação fiscal que o Congresso e o governo recentemente fecharam não atinge o objetivo do que, ao nosso ver, seria necessário para estabilizar a dinâmica da dívida do governo a médio prazo", diz um comunicado da Standard and Poor's, divulgado na noite de hoje.

"De maneira mais ampla, o rebaixamento reflete a nossa visão de que a eficiência, a estabilidade e a previsibilidade da elaboração de políticas americanas e das instituições políticas enfraqueceram em um momento de desafios correntes fiscais e econômicos."

Durante o dia, quando surgiram rumores sobre um possível rebaixamento da dívida americana, integrantes do governo disseram à mídia do país que a análise da situação econômica feita pela agência estava profundamente equivocada.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Barack Obama, tentou tranquilizar os mercados globais, dizendo que "as coisas vão melhorar". "Temos que fazer ainda melhor que isso."

"Vamos atravessar isso juntos. As coisas vão melhorar", disse ele, que comentou os dados divulgados hoje que mostram que foram criados 117 mil empregos no país, reduzindo o desemprego de 9,2% para 9,1%.

O rebaixamento pode corroer ainda mais a confiança dos investidores externos na economia americana, que já enfrenta dificuldades para sair da recessão, com enormes dívidas e uma taxa de desemprego considerada alta para o país.

*Matéria publicada originalmente na AGência Brasil