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Moody's eleva nota do Brasil e destaca esforço fiscal

por Brasil Econômico — publicado 20/06/2011 15h26, última modificação 20/06/2011 16h06
A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota da dívida soberana do Brasil, de Baa3 para Baa2, com perspectiva positiva. A agência mencionou o esforço fiscal do país. Do Brasil Econômico

A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota da dívida soberana do Brasil, de Baa3 para Baa2, com perspectiva positiva. A agência mencionou o esforço fiscal do país.

Com a elevação, o Brasil se encontra a dois níveis da nota A na escala da agência, considerada de baixo risco de crédito. A avaliação do país agora está mais longe do nível Ba, o chamado "grau especulativo", atribuída a títulos com risco de crédito significativo.

A agência justificou a revisão mencionando o compromisso do governo em cumprir a meta de superávit primário, atualmente em 3% do Produto Interno Bruto (PIB).

"As taxas da dívida do governo mostrarão uma tendência negativa, com o provável cumprimento das metas fiscais no médio prazo", disse o comunicado da agência.

Além disso, a Moody's vê como positivos os esforços do governo em moderar a expansão do crédito, avaliando que as medidas devem mitigar riscos na economia.

A agência destacou a "disposição do governo em reverter políticas expansionistas e adotar uma postura conservadora que parece mais consistente com um crescimento sustentável."

A Moody's declarou que a perspectiva da nota é positiva, e reforçou que pode haver uma nova elevação dentro dos próximos 12 meses.

De acordo com a agência, um novo aumento está condicionado ao cumprimento pelo governo das metas de superávit orçamentário, e a manutenção da taxa de crescimento da economia em "um nível mais baixo, contudo mais sustentável".

A última elevação da nota do Brasil pela Moody's ocorreu em setembro de 2009, quando a avaliação passou de Ba1 para Baa3, passando a integrar o grau de investimento.