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Mais raro e mais caro

por Luiz Antonio Cintra — publicado 15/12/2011 11h47, última modificação 16/12/2011 11h50
No mercado externo, a fuga para o dólar limita as captações de bancos e grandes companhias. Por aqui, as pequenas e médias empresas encaram o aumento do custo do dinheiro
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No mercado externo, a fuga para o dólar limita as captações de bancos e grandes companhias. Por aqui, as pequenas e médias empresas encaram o aumento do custo do dinheiro. Foto: Daniel Teixeira/AE

O  impasse político e a opção por um ajuste recessivo na Zona do Euro cruzaram o Atlântico. No mercado brasileiro, algumas ondas negativas se fizeram sentir. De um lado, empresas e bancos nacionais passaram a enfrentar, nas últimas semanas, dificuldades crescentes para captar recursos no mercado internacional, com menos dinheiro disponível e custo mais elevado. De outro e mais preocupante, pequenas e médias empresas também são obrigadas a pagar mais para financiar suas atividades, frente à preferência dos bancos pelos clientes com o caixa mais parrudo.

“O ambiente internacional ainda reflete a continuação da crise de 2008”, comenta o economista Alberto Borges Matias, professor da FEA-USP. “A liquidez internacional está migrando para os EUA, em busca de segurança. Além disso, o comércio internacional também está em retração, ainda que esse fator atinja menos o Brasil.”

 

Divulgado na semana passada, um levantamento do Banco Itaú BBA deu uma boa medida do tamanho do encurtamento do crédito externo para a economia brasileira. Segundo o banco, apesar de crescente, a dificuldade de captar recursos até o momento é muito diferente do choque de crédito ocorrido nos últimos meses de 2008 e início de 2009. Àquela altura, o crédito literalmente secou, incluindo aquele para as maiores empresas brasileiras com receita atrelada ao dólar, cujo risco tende a ser menor em momentos de crise internacional. O caso emblemático foi o da Petrobras, a maior empresa brasileira em faturamento, que teve de ser socorrida pelos bancos públicos, em particular o BNDES.

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