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Luz, acessível, para crescer

por Roberto Rockman — publicado 18/08/2011 10h00, última modificação 19/08/2011 12h10
A ascensão social e a economia em alta vão elevar o consumo e exigir novos investimentos em geração e distribuição
Luz, acessível, para crescer

A ascensão social e a economia em alta vão elevar o consumo e exigir novos investimentos em geração e distribuição. Foto: Arquivo MME

Baiana, 32 anos, casada, seis filhos, Ivone Maria trabalha como empregada doméstica em São Paulo. Nos últimos anos, o aumento do salário mínimo e o mercado de trabalho aquecido fizeram com que sua renda de diarista aumentasse. Seu marido, porteiro em um prédio de luxo no bairro de Moema, também tem recebido mais dinheiro. Resultado: eles compraram uma máquina de lavar roupa, uma televisão de plasma e agora estão de olho em um novo computador. Assim como Ivone, mais de 30 milhões de pessoas ascenderam socialmente de classe. Esse movimento, aliado aos eventos esportivos, aos investimentos na camada pré-sal e ao programa Luz para Todos, deverá contribuir para um aumento do consumo de energia elétrica no País.

O balanço entre oferta e demanda está equilibrado para os próximos quatro anos, mas, para que o setor elétrico sustente o crescimento do PIB até 2020, o País tem um grande desafio pela frente: expandir a geração e a transmissão e atender ao consumo em alta. Entre 2011 e 2020, a demanda de energia elétrica deve subir 4,8% ao ano, chegando a 730,1 mil GWh no fim da década. O consumo per capita, hoje em 2,4 mil KWh por habitante por ano, deve crescer também, próximo de países como Chile e Argentina, mas bem abaixo dos Estados- Unidos, acima de 12 mil Kwh.

Outro fator a impulsionar a alta do consumo é o programa Luz para Todos, que desde 2004 levou energia elétrica a cerca de 2,5 milhões de famílias, beneficiando 12 milhões de pessoas. Cerca de 70% das ligações do programa foram realizadas nas regiões Norte e Nordeste. Uma das distribuidoras a atuar no programa é a cearense Coelce, que desde 2004 fez mais de 150 mil ligações de clientes, e deverá beneficiar mais de 800 mil pessoas até o fim de 2011. “A energia chega ao interior do sertão e provoca mudanças na vida das pessoas, que passam a comprar geladeira, televisão, e também a beneficiar a pequena agricultura e o comércio”, diz o presidente da distribuidora, Abel Rochinha.*

Leia a íntegra do texto na edição 660 de CartaCapital, nas bancas nesta sexta-feira 19