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Lojas de conveniência elevam receita de postos no Brasil

por Brasil Econômico — publicado 29/08/2011 11h24, última modificação 06/06/2015 18h57
Negócio ainda pouco explorado no Brasil, o setor de postos e lojas de conveniência vislumbra crescimento de 20% neste ano.

Negócio ainda pouco explorado no Brasil, o setor de postos e lojas de conveniência vislumbra crescimento de 20% neste ano. Bom momento econômico no país e aumento das vendas de carros são fatores que balizam a projeção do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).

"Temos renda e frota em crescimento", enfatiza Alísio Vaz, presidente da entidade.

De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de veículos subiram 8,6% de janeiro a julho deste ano, em relação ao mesmo período de 2010, para 2,04 milhões de unidades.

De olho nestes números e no perfil do segmento, Vaz garante que há muito espaço para crescer. Dos 38 mil postos de combustível no Brasil, apenas 6 mil têm loja de conveniência, ou seja, apenas 16% dos postos.

Não é preciso ir muito longe para perceber a capacidade de expansão do mercado brasileiro. Na Argentina, por exemplo, 50% dos postos de combustível têm loja de conveniência. Nos Estados Unidos, por sua vez, essa cifra salta para 90%.

"O segmento tem se desenvolvido bem, mas temos que conscientizar os proprietários de postos que as lojas de conveniência agregam maior receita e lucratividade ao negócio. Ajuda a mantê-lo rentável", afirmou Vaz, lembrando que a iniciativa de abrir lojas em postos de combustível começou de forma mais estruturada em 1987.

Segundo o executivo, considerando a variedade de produtos disponíveis nas lojas de conveniência, a lucratividade acaba sendo superior em relação ao combustível, cujo diferencial entre um posto e outro é pequeno.

Em 2010, o faturamento do setor atingiu R$ 3,4 bilhões o que representa um crescimento de 21% frente ao visto no ano anterior, quando o faturamento alcançou R$ 2,8 bilhões.

"A expectativa é preservar esse patamar de expansão ou até superior em 2011", prevê o executivo.

*publicada originalmente pelo Brasil Econômico