Economia

Inflação

IPCA acelera para 0,53%, e acumula 7,31% em 12 meses

por Brasil Econômico — publicado 07/10/2011 12h04, última modificação 06/06/2015 18h57
Índice ficou acima das expectativas, puxado por alta nos combustíveis e passagens aéreas, além de maiores preços em habitação

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou para 0,53% em setembro, frente a 0,37% no mês anterior. Nos 12 meses, o índice acumula alta de 7,31%, o mais alto desde junho de 2005.

Divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA mede a variação dos produtos para famílias de 1 a 40 salários mínimos, e é o índice utilizado pelo Banco Central (BC) para buscar as metas de inflação estabelecidas pelo governo.

O principal impacto no mês veio do grupo Transportes. O preço das passagens aéreas aumentou em média 23,4%, dando a maior contribuição individual no mês. Por sua vez, o aumento nos preços da gasolina e do etanol influenciou o grupo. Os combustíveis passaram de um recuo de -0,09% em agosto para alta de 0,69% no mês passado.

Os gastos com habitação também tiveram forte aceleração (de 0,32% para 0,71%). Enquanto os alugueis residenciais subiram 0,92%, o gás de bujão subiu 1,36% e a taxa de água e esgoto ficou 1,19% mais cara.

No mesmo sentido, os artigos de vestuário ficaram mais caros em 0,80%. Assim, os produtos não alimentícios tiveram variação de 0,50%, acima dos 0,26% do mês de agosto.

Já os preços dos alimentos desaceleraram, com alta de 0,64%, frente a 0,72% no mês anterior. Contudo, o grupo contribuiu com 28% do índice do mês. Diversos produtos ficaram mais caros, com destaque para feijão carioca (6,14%), açúcar refinado (3,82%), frango (2,94%) e leite (2,47%).

A alta no IPCA veio levemente acima das expectativas de mercado. Segundo o boletim Focus, elaborado pelo Banco Central por meio de consulta às instituições financeiras, o mercado esperava uma alta de 0,50% no indicador.

Dentre os índices regionais, o maior foi registrado em Curitiba (0,86%), onde os alimentos subiram 1,02%. Por sua vez, o menor resultado foi registrado em Belém (0,15%).

No ano, o IPCA acumula alta de 4,97%.

Baixa renda

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que calcula a inflação para famílias com rendimento entre um e seis salários mínimos, teve variação de 0,45% em setembro, sendo que em agosto o índice havia avançado 0,42%.

Nesse indicador, os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,61%, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,38%. No ano, o INPC acumula alta de 4,61%