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Inflação diminuiu, apontam pesquisas

por Redação Carta Capital — publicado 06/06/2012 12h48, última modificação 06/06/2012 12h48
No acumulado do ano, porém, o IGP-DI acumula alta de 4,8% e o IPCA, de 2,24% (menos do que os 3,71% relativos a igual período de 2011)
A  taxa do IPCA acumula no ano elevação de 2,24%, menos do que os 3,71% relativos a igual período de 2011

A taxa do IPCA acumula no ano elevação de 2,24%, menos do que os 3,71% relativos a igual período de 2011

Dois institutos de pesquisa que medem a inflação divulgaram quedas nos índices nesta quarta-feira 6. O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) teve queda de 0,91% em maio, depois de ter registrado 1,02% em abril. O resultado superou o de um ano antes, quando a taxa ficou em 0,01%. De acordo com a FGV, o índice acumula alta de 4,8% no período dos últimos 12 meses, e de 2,89% de janeiro a maio.

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), também apresentou ficou em 0,36% em maio. A taxa é pouco mais da metade da taxa registrada um mês antes (0,64%). Em maio de 2011, a taxa foi 0,47%.

Com esse resultado, a taxa do IPCA acumula no ano elevação de 2,24%, menos do que os 3,71% relativos a igual período de 2011. No período dos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 4,99%, o mais baixo resultado desde setembro de 2010 (4,7%) e inferior aos 12 meses imediatamente anteriores (5,1%). Com isso, foi mantida a trajetória decrescente iniciada de setembro para outubro de 2011, quando o IPCA passou de 7,31% para 6,97%.

Já o IGP-DI é uma medida síntese da inflação nacional e está estruturado para captar o movimento geral de preços por meio de pesquisa realizada do primeiro ao último dia do mês de referência. O levantamento cobre todo o processo produtivo, desde os preços de matérias-primas agrícolas e industriais, passando pelos preços de produtos intermediários até os de bens e serviços finais. Segundo a FGV, o IGP-DI é diretamente empregado no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e das contas nacionais em geral.

O resultado de maio foi influenciado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), subíndice que responde por 60% da taxa global e diminuiu de 1,25%, em abril, para 0,91%. Os preços de bens finais subiram com menos força no período e a taxa passou de 0,86% para 0,12%. A principal contribuição partiu de alimentos processados (de 1,7% para 0,09%). Os bens intermediários também sofreram redução ao passar de 1,74% para 1,36%, influenciados pelos materiais e componentes para a manufatura (de 2,18% para 1,51%). Já as matérias-primas brutas apresentaram elevação de um mês para o outro e sua taxa de variação subiu de 1,05%, em abril, para 1,2%, em maio. Os destaques foram minério de ferro (de 1,35% para 3,3%), café em grão (de -4,14% para 1,38%) e mandioca (de -6,15% para 2,49%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), responsável por 30% do IGP-DI, repetiu o resultado do mês anterior e ficou em 0,52%. Cinco das oito classes de despesa apresentaram acréscimo em suas taxas: alimentação (de 0,38% para 0,61%), habitação (de 0,42% para 0,55%), vestuário (de 0,55% para 0,93%), despesas diversas (de 3,5% para 3,73%) e educação, leitura e recreação (de 0,09% para 0,23%). Por outro lado, ficaram mais baratos ou subiram com menos intensidade os preços de transportes (de 0,33% para -0,11%), saúde e cuidados pessoais (de 1,03% para 0,7%) e comunicação (de 0,08% para -0,13%).

Último subíndice que compõe o IGP-DI, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou em maio 1,88% e superou o resultado do mês anterior, 0,75%. Os preços de materiais, equipamentos e serviços aumentaram com menos força (de 0,52% para 0,35%) e o custo da mão de obra ficou mais caro (de 0,97% para 3,38%). O INCC corresponde a 10% do IGP-DI.

Informações da Agência Brasil

 

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