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Indústria opera abaixo da capacidade pelo 3º mês consecutivo

por Brasil Econômico — publicado 22/03/2011 16h58, última modificação 22/03/2011 16h58
Pelo terceiro mês consecutivo, a indústria operou abaixo do usual em fevereiro, com o Índice de Utilização da Capacidade Instalada atingindo 47 pontos

Pelo terceiro mês consecutivo, a indústria operou abaixo do usual em fevereiro, com o Índice de Utilização da Capacidade Instalada (UCI) atingindo 47 pontos, revela a pesquisa Sondagem Industrial divulgada nesta terça-feira (22/3) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O índice varia de zero a cem. Valores abaixo de 50 pontos representam UCI abaixo do normalmente registrado naquele mês.

Em janeiro, a UCI havia registrado 45,2 pontos e, em dezembro de 2010, 48,2 pontos. Marcelo Azevedo, economista da CNI, explicou que a UCI ficou abaixo do que comumente se observa nos meses de fevereiro por recuo na demanda, de um lado, e pela concorrência das importações, de outro.

"As medidas de restrição ao crédito tomadas pelo Banco Central no final do ano passado e o aumento da taxa de juros, bem como o anúncio do corte de gastos do governo, já se refletiram na demanda", assinala ele.

A Sondagem Industrial informa que a produção em fevereiro alcançou 51 pontos, acima dos 46 pontos observados no mês anterior e dos 50,8 pontos verificados em fevereiro de 2010.

"A produção da indústria como um todo cresceu na comparação com o mês anterior, mas não o suficiente para trazê-la ao nível usual para o mês", diz a pesquisa. Segundo Azevedo, trata-se de um crescimento baixo. "A produção subiu pouco. O indicador continua próximo da linha divisória de 50 pontos", destacou.

A evolução do nível de estoques, por sua vez, manteve-se estável, com um índice de 50,3 pontos em fevereiro contra 50,4 pontos em janeiro. Os estoques ficaram dentro do nível planejado pelas empresas, o que significa que se anteciparam e se prepararam para atender à demanda prevista para fevereiro. O índice de evolução do número de empregados foi positivo, atingindo 50,7 pontos, acima dos 49 pontos verificados em janeiro.

Otimismo

Apesar da pesquisa mostrar o desaquecimento da atividade industrial, os empresários se mantêm otimistas sobre o desempenho da economia para os próximos seis meses.

Cresceu o índice de expectativas sobre a demanda e compra de matérias-primas medido em março, na comparação com fevereiro. No primeiro caso, subiu de um mês para o outro de 61,3 para 62 pontos e, no segundo, passou de 58,8 para 59,1 pontos.

Já as expectativas sobre o número de empregados oscilaram de 54,6 para 54,1 pontos entre fevereiro e março. O otimismo quanto às exportações caiu, com o índice passando de 51,6 para 51 pontos na mesma base de comparação.

* Matéria publicada originalmente no Brasil Econômico