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Crescimento

Indicadores reduzem projeções para a economia

por Redação Carta Capital — publicado 16/07/2012 12h09, última modificação 16/07/2012 12h09
Série de boletins divulgados no começo da semana mostram cenário preocupante para a expansão econômica
Bolsa de Valores

Foto: André Lessa/AE

Indicadores e projeções sobre economia nacional divugados na manhã desta segunda-feira 16 mostram um cenário preocupante em razão da crise mundial. A expectativa de analistas do mercado financeiro para o crescimento neste ano caiu pela décima semana seguida: a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou assim de 2,01% para 1,9%. Há quatro semanas, a estimativa estava em 2,3%.

Para 2013, houve redução de 4,2% para 4,1%. As informações constam do boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), divulgada toda segunda-feira.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) também rebaixou a previsão de crescimento da economia brasileira por causa do cenário de "instabilidade" internacional e das "vulnerabilidades domésticas" de países emergentes. Em linha com os ajustes para baixo que têm sido feitos pelo mercado, o FMI passou a considerar que a economia brasileira vai crescer 2,5% até dezembro – previsão meio ponto percentual mais baixa do que a estimativa divulgada em abril.

Em uma atualização do seu relatório macroeconômico, o Panorama Econômico Mundial, divulgado em Washington, nos Estados Unidos, o FMI observa que "o ímpeto de crescimento desacelerou em várias economias emergentes, especialmente o Brasil, a China e a Índia". "Isso reflete em parte um ambiente externo mais fraco, mas a demanda doméstica também desacelerou fortemente em resposta a limites da capacidade e uma política monetária restritiva no último ano."

Já a projeção de instituições financeiras para a inflação este ano foi levemente ajustada para cima. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,85% para 4,87%, segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC) feita a analistas das instituições financeiras e divulgada toda segunda-feira. Para 2013, a projeção de 5,5% é mantida há três semanas. A meta do BC para este ano tem como centro 4,5% e margem dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Dias antes, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) havia apontado estagnação da economia em maio (retração de 0,02%, na comparação com o mês anterior). Nos cinco meses do ano, ante igual período de 2011, houve expansão de apenas 0,85%. Neste ano, o BC espera que a economia cresça 2,5%, ante a estimativa anterior de 3,5%. Em 2011, a expansão do PIB foi de 2,7%.

Ainda segundo o boletim Focus, a expectativa dos analistas para o crescimento da produção industrial também caiu, pela sétima semana seguida, ao passar de 0,1% para 0,09%, em 2012. Para 2013, a expectativa é de recuperação, com crescimento de 4,3%, ante 4,25% previstos anteriormente.

A expectativa para a cotação do dólar ao final do ano segue em R$ 1,95, em 2012, e foi ajustada de R$ 1,94 para R$ 1,95, no fim de 2013. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) passou de US$ 18,09 bilhões para US$ 18,04 bilhões, neste ano, e de US$ 14,78 bilhões para US$ 13,75 bilhões, em 2013.

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi ajustada de 35,55% para 35,5%, este ano, e mantida em 34%, no próximo ano.

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi mantida em US$ 65 bilhões, este ano, e ajustada de US$ 71,06 bilhões para US$ 70,8 bilhões, em 2013.

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 55 bilhões, em 2012, e em US$ 59,5 bilhões, no próximo ano.

*Com informações da Agência Brasil

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