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IBGE registra 7,4% de desemprego em fevereiro

por Agência Brasil publicado 09/04/2015 11h00, última modificação 09/04/2015 11h05
De acordo com o instituto, a taxa revela aumento da desocupação na comparação com setembro, outubro e novembro de 2014, quando era 6,5%
Edson Lopes Jr/A2AD
Desemprego

No período, o IBGE contabilizou 7,4 milhões de pessoas desocupadas, alta de quase um milhão de pessoas (14,7%) na comparação com o quantitativo de desempregados entre setembro e novembro de 2014

PorIsabela Vieira*

A taxa de desemprego no país subiu para 7,4% no três meses que antecederam fevereiro, divulgou nesta quinta-feira 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice compreende o período entre dezembro de 2014 e fevereiro deste ano. A taxa revela aumento da desocupação na comparação com os três meses anteriores (setembro, outubro, novembro), quando era 6,5%.

De acordo com a pesquisa Pnad Contínua, o desemprego no trimestre encerrado em fevereiro também está acima do índice do mesmo trimestre do ano anterior (6,8%) e é o maior indicador desde o início da contagem, entre janeiro e março de 2014 (7,2%).

A Pnad Contínua se destina a produzir informações contínuas sobre a inserção da população no mercado de trabalho. Leva em conta as características demográficas e de educação, e, também, o desenvolvimento socioeconômico do país. A pesquisa é feita por meio de uma amostra de domicílios, extraída de uma amostra mestra, de forma a garantir a representatividade dos resultados para os diversos níveis geográficos definidos para sua divulgação. A cada trimestre, são investigados 211.344 domicílios particulares permanentes, em aproximadamente 16.000 setores existentes no censo, distribuídos em cerca de 3.500 municípios.

No período, o IBGE contabilizou 7,4 milhões de pessoas desocupadas, alta de quase um milhão de pessoas (14,7%) na comparação com o quantitativo de desempregados entre setembro e novembro de 2014, que era 6,5 milhões de trabalhadores.

Por outro lado, a pesquisa verificou que o rendimento médio do brasileiro cresceu 1,1%, subindo de R$ 1.793 no trimestre fechado em novembro para R$ 1.817 nos três meses seguintes. O montante subiu ainda 0,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, descontada a inflação.

A massa de rendimento real habitualmente recebida para todos os trabalhos cresceu para R$ 162 bilhões, o que revela aumento de 2,2% na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Na comparação com trimestre encerrado em novembro, o aumento foi 0,7%.

Para analisar o desemprego no país, o IBGE também elabora a Pesquisa Mensal do Emprego (PME). Na última divulgação, o dado registrou alta de 5,9% do desemprego no mês de fevereiro deste ano – a maior taxa desde junho de 2013. Por abranger menos regiões, a PME está sendo substituída pela Pnad Contínua, que coleta dados em 3.464 municípios.

*Publicado originalmente na Agência Brasil.