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Economia

Refinaria Abreu e Lima

Hugo Chávez volta atrás sobre a refinaria Abreu e Lima

por Redação Carta Capital — publicado 08/11/2011 17h00, última modificação 08/11/2011 17h03
Em encontro com Antonio Patriota nesta segunda-feira 7, venezuelano demonstrou que vai retomar parceria na construção da refinaria em Pernambuco

Dois meses depois de chamar o projeto de construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, de “ovelha negra”, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, parece ter voltado atrás na declaração e agora diz ter “fé” no acordo entre a estatal PDVSA, de seu país, e a Petrobras.

A declaração foi feita na segunda-feira 7 em encontro entre Chávez e o ministro das relações exteriores Antonio Patriota, na Venezuela. A solução para os problemas que o acordo bilateral vem enfrentando desde o início das negociações, em 2005, deve ser anunciada até o fim deste mês.

Em forma de canção, o venezuelano afirmou: "eu tenho fé que tudo mudará/ eu tenho fé na refinaria de Pernambuco".

Apesar de a sociedade entre os dois países para a construção da refinaria ter sido celebrada ainda em 2005, entre o então presidente Lula e Chávez, a Petrobras levou o projeto adiante sozinha com objetivo de processor apenas o petróleo brasileiro, já em 2012. Para processar o petróleo da Faixa de Orinoco, mais pesado que o brasileiro, seriam necessários 688 milhões de reais em investimentos.

De acordo com a reportagem da Folha de S. Paulo, Chávez afirmou que a PDVSA não tem intenção de construir uma refinaria em solo brasileiro, sem participação da Petrobras.

Ampliando as relações

No encontro entre o chanceler brasileiro e o presidente venezuelano, foi anunciado também que as relações do Brasil com a Venezuela deverão ser ampliadas do setor comercial para o de indústrias e o econômico em geral. "Começamos a trabalhar para aumentar a troca. Temos a necessidade de equilibrar a balança comercial. Vamos revisar o conjunto do mapa estratégico", disse Chávez.

O chanceler brasileiro foi a Caracas para participar da reunião comandada pelo Órgão Superior de Residências, organismo interministerial responsável pelo programa habitacional Gran Misión Vivienda (Grande Missão Casa) – que se baseia na experiência do programa Minha Casa, Minha Vida. Um dos desafios de Chávez é ampliar as oportunidades de moradia na Venezuela.

O Itamaraty informou que o intercâmbio comercial entre Brasil e Venezuela registrou crescimento nos últimos dez anos. No período de 2002 a 2010, o comércio entre os dois países sul-americanos cresceu mais de 227%, elevando de US$ 1,43 bilhão, em 2002, para US$ 4,68 bilhões em 2010.

Nesse mesmo período, as exportações brasileiras passaram de US$ 798,9 milhões para US$ 3,85 bilhões, e as venezuelanas, de US$ 633 milhões para US$ 832,6 milhões. Chávez quer buscar meios de aproximar os dois números, sem prejuízos acentuados para a Venezuela.

A presidenta Dilma Rousseff deve ir à ilha Margarita, na Venezuela, nos dias 3 e 4 de dezembro. Ela vai participar da Cúpula América Latina e Caribe (Celac), que estava prevista para o primeiro semestre deste ano, mas foi adiada por causa do tratamento de combate ao câncer a que Chávez se submete.

Com informações da Agência Brasil

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