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Honda anuncia 400 demissões e prevê vendas 20% menores neste ano

por Brasil Econômico — publicado 19/05/2011 11h15, última modificação 19/05/2011 11h18
Depois da afirmação do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região de que a Honda teria enviado telegramas à 280 funcionários anunciando demissões, a montadora japonesa assumiu os cortes. O corte representa 12% do efetivo da unidade de Sumaré

Michele Loureiro, do Brasil Econômico.

Depois da afirmação do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região de que a Honda teria enviado telegramas à 280 funcionários anunciando demissões, a montadora japonesa assumiu os cortes.

A companhia anunciou a demissão de 400 funcionários, o equivalente a 12% do efetivo da unidade de Sumaré (SP) e justificou alegando que teve de efetuar um ajuste na produção para adequar-se ao ritmo de retomada das fábricas japonesas depois dos desastres naturais ocorridos em março.

Segundo a empresa, diversos fornecedores de componentes eletrônicos, que não podem ser substituídos facilmente, tiveram a produção afetada e o envio de peças para diversos países, inclusive o Brasil, foi prejudicado. Por isso, a partir de junho, a Honda cortará a produção diária pela metade, passando de 600 para 300 unidades.

A unidade de Sumaré, que atualmente opera em três turnos, passará a trabalhar em dois turnos. A situação acarretará na ociosidade de aproximadamente 1.200 colaboradores e o destino de 800 ainda não foi definido.

"Estamos pensando em alternativas para poupar estes empregos. Colocar os trabalhadores para fazerem cursos de requalificação profissional por um período pode ser uma saída", disse Paulo Takeuchi, diretor de relações institucionais da montadora, que estima que a situação emergencial deva perdurar até o fim deste ano.

Takeuchi disse que o volume de vendas da montadora também terá impacto. A Honda projetava vendas 5% maiores do que os 126,4 mil comercializados em 2010. "Estamos revisando planos, mas haverá queda de cerca de 20% neste ano."

Os 3,4 mil colaboradores da fábrica da Honda em Sumaré (SP) estão paralisados desde o dia 12 de maio e segundo o sindicato cerca de 3 mil veículos já deixaram de ser produzidos. Segundo a entidade, a paralisação continua."Vamos tentar reverter este cortes", disse o presidente do sindicato, Jair dos Santos.