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Grupo Casino se prepara para ter controle majoritário do Pão de Açúcar

por Agência Brasil publicado 15/05/2012 17h41, última modificação 06/06/2015 18h14
Nos últimos anos a operação ganhou peso no Brasil em decorrência da estagnação da economia europeia
A disputa de forças entre o grupo francês e Diniz (foto) pelo controle da empresa se acirrou em 2011, quando o brasileiro tentou realizar uma fusão com o concorrente Carrefour. Foto: Antonio Cruz/ABR

A disputa de forças entre o grupo francês e Diniz (foto) pelo controle da empresa se acirrou em 2011, quando o brasileiro tentou realizar uma fusão com o concorrente Carrefour. Foto: Antonio Cruz/ABR

Por Renata Giraldi*

Brasília - O grupo francês do comércio varejista Casino vai comprar as ações da Wilkes, holding do Grupo Pão de Açúcar, o que permitirá o controle praticamente total da empresa brasileira. A Wilkes era controlada conjuntamente pelos franceses e pelo empresário brasileiro Abílio Diniz. Com a compra, o Casino passa a deter a maioria das ações com direito a voto. Porém, o impasse envolvendo o assunto ainda pode ter mais desdobramentos.

O empresário brasileiro Abílio Diniz, atual presidente do conselho do Grupo Pão de Açúcar, tem a primeira opção de venda. Na prática, isso permite que até 22 de agosto, ele cobre do Casino um elevado valor pelas ações ordinárias da Wilkes. Isso retardaria o processo, mas não impede a tomada do controle pelo grupo francês.

O Casino também informou que pretende nomear o presidente executivo de seu Conselho de Administração, Jean-Charles Naouri, para o comando da Wilkes. De acordo com o comunicado, a eleição de Naouri, cuja assembleia geral da Wilkes está marcada para 22 de junho, muda a estrutura de governança corporativa do grupo. Na mesma assembleia, os franceses indicarão a maioria do Conselho de Administração do Pão de Açúcar.

Desde 1999, o Casino é sócio do Pão de Açúcar, mas foi nos últimos anos que a operação brasileira ganhou peso em decorrência da estagnação da economia europeia. A disputa de forças entre o grupo francês e Diniz pelo controle da empresa se acirrou em 2011, quando o brasileiro tentou realizar uma fusão com o concorrente Carrefour.

A operação foi anulada duas semanas depois de anunciada sob críticas do próprio Casino e a desconfiança de irregularidades no apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

* Matéria publicada originalmente na Agência Brasil

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