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Greve da Volks termina com acordo abaixo do esperado

por Redação Carta Capital — publicado 10/06/2011 19h53, última modificação 10/06/2011 19h53
A greve dos metalúrgicos da Volkswagen teve fim nesta sexta-feira (10/6). Após 37 dias de paralisação, trabalhadores da unidade de São José dos Pinhais (PR) aceitaram a proposta da montadora.

Por Michele Loureiro*

A greve dos metalúrgicos da Volkswagen teve fim nesta sexta-feira (10/6). Após 37 dias de paralisação, trabalhadores da unidade de São José dos Pinhais (PR) aceitaram a proposta da montadora.

Os funcionários vão receber R$ 5,2 mil como a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

O valor acordado, no entanto, é menor do que o reivindicado desde o início das manifestações. Os trabalhadores pediam um benefício total de R$ 12 mil, sendo R$ 6 mil pagos na primeira parcela.

Sergio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), afirmou que, mesmo abaixo do esperado, o acordo foi satisfatório. "Prevaleceu o bom senso e ficou bom para ambas as partes."

No acordo com o sindicato, a montadora estabeleceu que os 3,1 mil colaboradores paranaenses terão de arcar com os dias parados, pois o houve prejuízo de R$ 1,1 bilhão e durante a greve deixaram de ser produzidos cerca de 22 mil veículos dos modelos Fox, Crossfox, Golf e Fox Europa.

Os metalúrgicos aceitaram desconto de dois dias no salário por mês até junho de 2012 como forma de sanar a questão.

O acordo aprovado nesta sexta-feira também inclui termos da discussão salarial que seria feita no segundo semestre. Com isso, os trabalhadores da unidade aceitaram reajuste salarial que repõe o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e inclui aumento real de 2,5%, mais abono de R$ 4,2 mil.

O resultado da negociação mais longa da Volkswagen foi menor que o obtido por empresas paranaenses que também tiveram paralisações. O mesmo sindicato negociou PLR maior para Renault e Volvo, que vão pagar R$ 12 mil e R$ 15 mil, respectivamente, aos seus funcionários.

*publicado originalmente no Brasil Econômico