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Governo quer antecipar votação do mínimo para a próxima semana

por Brasil Econômico — publicado 09/02/2011 13h00
Planalto trabalha para que valor de R$ 545 seja votado com urgência; oposição vai batalhar por R$ 600. Por Pedro Venceslau

Por Pedro Venceslau*
Planalto trabalha para que valor de R$ 545 seja votado com urgência; oposição vai batalhar por R$ 600.
Uma semana depois da posse dos novos parlamentares no Congresso Nacional, a oposição e a base do governo se preparam para o primeiro embate em plenário. A presidente Dilma Rousseff mobilizou na terça-feira (8/2) suas tropas para enfrentar o cabo de guerra em torno do reajuste no valor do salário mínimo.
O Palácio do Planalto trabalha para que o projeto de elevar o mínimo para R$ 545 tramite em regime de urgência e seja votado no plenário da Câmara na próxima terça-feira. Antes, portanto, das medidas provisórias que estão trancando a pauta da Casa. Dessa forma, o novo valor do mínimo já estaria em vigor em março.
A decisão foi comunicada ao líder do governo na casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que por sua vez repassou o recado para a bancada petista.
"A base governista na Câmara está unificada na proposta do governo de manter a política de valorização do salário mínimo para 2011 e dar o reajuste para R$ 545", afirmou Vaccarezza.
O governo também promete corrigir a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física com base no centro da meta de inflação, que é de 4,5%. De Dacar, no Senegal, onde participa do Fórum Social Mundial, o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, mandou um recado em nome do governo.
"Na questão do mínimo, nós entendemos que não há mais negociação".
Contra-ofensiva
No embalo da agitação governista, a oposição também começou a se manifestar. PSDB e o PPS - que abraçaram a bandeira de José Serra na campanha presidencial - defendem o aumento do mínimo para R$ 600, uma das proposta do então candidato.
O movimento pretende trazer Serra de volta ao cenário. "Quero que o Serra seja convidado para vir aqui explicar sua proposta", disse ao Brasil Econômico o senador Itamar Franco (PPS-MG). "É legítimo que o Serra seja o porta-voz dessa proposta", afirma o deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ). Na Câmara, o PPS já apresentou uma proposta de salário mínimo de R$ 600.
A decisão federal de acelerar o processo do salário mínimo refletiu em São Paulo. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve anunciar hoje que o piso salarial paulista vai subir para um valor igual ou superior a R$ 600. Se confirmada, a decisão terá impacto direto em Brasília e dará munição para a oposição, que usaria o exemplo para fustigar o governo.
"Isto ajuda a impulsionar nossa estratégia de R$ 600. A decisão de Geraldo Alckmin repercute em todo país", diz Imbassahy. Colaborou Rafael Abrantes
*Matéria publicada originalmente no Brasil Econômico