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Economia

Gol tem prejuízo de R$ 358,7 milhões no 2º trimestre

por Redação Carta Capital — publicado 12/08/2011 10h53, última modificação 12/08/2011 11h05
Pressionada por maior concorrência e maiores preços de combustível, a Gol teve prejuízo de R$ 358,7 milhões no segundo trimestre deste ano, ante perda de R$ 51,9 milhões apurada um ano antes.

Por Felipe Peroni, do Brasil Econômico*

Pressionada por maior concorrência e maiores preços de combustível, a Gol teve prejuízo de R$ 358,7 milhões no segundo trimestre deste ano, ante perda de R$ 51,9 milhões apurada um ano antes.

A empresa registrou um baixo aumento na demanda e queda dos preços das passagens, devido ao aumento da concorrência.

No mercado de voos domésticos, enquanto a demanda do setor de aviação teve alta de 26,5% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, a demanda da Gol subiu 14,2%.

Para voos internacionais, a demanda da Gol avançou 4,8%, enquanto o mercado viu alta de 20,7%.

No trimestre, a Gol transportou 8,2 milhões de passageiros, um aumento de 13,5% frente ao mesmo período do ano passado.

O yield (indicador médio de preço das passagens) teve queda de 13,8% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, o que fez com que a receita líquida caísse 1,5%, para R$ 1,57 bilhão.

Por sua vez, com a alta do petróleo a empresa viu um aumento de 25,4% no preço do combustível, o que fez com que os custos operacionais crescessem 19,8%, para R$ 1,84 bilhão. Os custos com combustíveis e lubrificantes passaram a representar cerca de 39,8% do total dos custos operacionais da companhia, frente a 37% um ano antes.

O Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e aluguéis) foi negativo em R$ 67,6 milhões. No segundo trimestre do ano passado, essa cifra havia sido positiva em R$ 274 milhões.

A empresa ainda anunciou que fará a recompra de até 10% das ações preferenciais em circulação, ou 9,49 milhões de papéis.

O objetivo é a aquisição de ações para manutenção em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social. O prazo máximo para a realização da operação é de 365 dias a partir desta sexta-feira (12/8).

*publicado originalmente pelo Brasil Econômico