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"Europa corre o risco de entrar em nova recessão", diz Stiglitz

por Opera Mundi — publicado 24/08/2010 12h49, última modificação 24/08/2010 13h02
O prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, alertou hoje (24/8) que a economia da Europa pode entrar novamente em recessão por conta dos cortes promovidos por governos para redução de déficits

O prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, alertou hoje (24/8) que a economia da Europa pode entrar novamente em recessão por conta dos cortes promovidos por governos para redução de déficits

"Cortar, com ou sem vontade, os investimentos para apenas parecerem melhores os números do déficit é realmente uma discrepância", disse Stiglitz em entrevista à rádio RTE, citado pela Bloomberg.

O prêmio Nobel da Economia em 2001 alerta que, "mesmo pelo fato de tantos governos na Europa estarem focados no déficit artificial de 3% do PIB, [limite imposto para os países], que não tem qualquer ligação com a realidade e sim com apenas um lado da balança, a Europa corre ainda o risco de entrar numa nova recessão".

As declarações de Stiglitz ocorrem em um momento em que os governos da zona do euro buscam acelerar os esforços para cortar os déficits para valores inferiores ao limite imposto pela União Europeia, de 3% do PIB, depois que a crise grega detonou a confiança dos investidores nos países que utilizam o euro como moeda única.

Alemanha

O PIB da Alemanha cresceu 2,2% no segundo trimestre deste ano, em relação aos três meses imediatamente anteriores, informou a agência oficial de estatísticas, Destatis.

Na comparação anual, a economia alemã apresenta expansão de 4,1%. Segundo a entidade, a formação de capital e o comércio exterior tiveram forte contribuição para a recuperação da economia.

Os investimentos em máquinas e equipamentos avançaram 4,4% em relação ao primeiro trimestre, ao passo que em construção cresceram 5,2%.

As exportações tiveram incremento de 8,2%, contra 7% das importações. Dessa forma, o superávit comercial contribuiu com 0,8 ponto percentual no crescimento do PIB. O consumo doméstico subiu 0,6% sobre os três primeiros meses do ano, enquanto os gastos do governo aumentaram 0,4%.