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Economia

Agravamento da crise

Espanha vai precisar de apoio externo

por Redação Carta Capital — publicado 14/09/2011 10h35, última modificação 14/09/2011 10h43
De acordo com o FMI, Espanha e Itália devem precisar de ajuda de seus parceiros para impedir a propagação da crise

Os esforços da Espanha e Itália para resolver seus problemas financeiros não são suficientes para impedir a propagação da crise econômica mundial sem que recorram a apoio internacional. A afirmação é do diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Arrigo Sadun.

De Washington, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, advertiu nesta terça-feira 13 que "o que realmente é importante é chamar a atenção dos governos, porque exige ação coletiva, dramática e agora." Além disso, no caso específico de ataques especulativos contra a Espanha e Itália, a chefe do FMI insistiu que os países da zona euro devem cumprir os seus compromissos.

A UE adotou várias medidas em primeira instância para apoiar outros quatro países que estão sob pressão dos mercados, embora seja considerada mais importante, por exemplo, a expansão do fundo de resgate que ainda precisa de aprovação de todos os países membros para ser eficaz.

Outras iniciativas que beneficiaria países como a Espanha seria a implementação da chamada Eurobonds, a dívida garantida pelo conjunto da zona euro, mas esta iniciativa é rejeitada pela Alemanha.

A quarta maior economia da zona do euro está sob a vigília das agências de classificação de risco e nesta quarta-feira 14 a agência Fitch fez uma advertência à Espanha sobre a incapacidade de cumprimento de objetivos em relação à dívida pública. Em março deste ano, a agência já havia revisado a perspectiva da nota de risco de crédito da Espanha de estável para negativa.