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Economia

Crise mundial

Economia global vai crescer 3,5% em 2013, diz FMI

por Redação Carta Capital — publicado 23/01/2013 16h35, última modificação 06/06/2015 18h42
Emergentes e EUA puxam resultados para cima, enquanto Zona do Euro deve encolher

Ainda em recuperação da recente crise internacional, a economia global vai crescer 3,5% em 2013, contra os 3,2% do último ano, segundo previsões do relatório World Economic Outlook (Panorama Econômico Mundial, em tradução livre) do Fundo Monetário Internacional (FMI). O documento divulgado nesta quarta-feira 23 alerta, porém, para os ainda “significantes” riscos de uma piora no cenário na Zona do Euro, que deve prejudicar o desempenho mundial com recessões esperadas na Grécia (sem dados), Espanha (-1,5%) e Itália (-1%).

“A recuperação da crise é lenta e os riscos são significantes, como prolongada estagnação na Zona do Euro e um aperto fiscal excessivo nos EUA em curto prazo”, diz o documento. O texto ainda completa que “ações políticas” (ou as medidas de austeridade demandadas pela troika na Europa) diminuíram o risco de uma intensa crise no bloco europeu da moeda única.

Enquanto os países ricos devem responder por apenas 1,4% do crescimento do ano, os emergentes e as nações em desenvolvimento vão impulsionar novamente a economia global. Juntos, as estimativas apontam para uma alta de 5,5%. Os EUA crescerão 2%.

A Zona do Euro, por outro lado, mantém “grandes riscos para o panorama global”. Embora uma crise profunda seja menos provável, diz o FMI, há o risco de estagnação caso as reformas não se mantenham. Por isso, seriam necessários ajustes em países periféricos e avanços no estabelecimento de uma união bancária e fiscal europeia.

              

O FMI rebaixou, neste cenário, as previsões de crescimento da região. Agora, é esperada uma queda de 0,2% no bloco. “Mesmo que as ações tenham reduzido riscos e melhorado as condições financeiras para governos e bancos nas economias periféricas, elas ainda não se traduziram em melhora nas condições de empréstimos para o setor privado.”

Segundo o relatório, as condições econômicas melhoraram modestamente no 3º trimestre de 2012. Houve um crescimento de 3% graças a alta dos níveis de atividade nos mercados emergentes e EUA.

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