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Copom eleva mais uma vez a taxa básica de juros

por Redação Carta Capital — publicado 21/07/2011 09h18, última modificação 21/07/2011 09h26
Essa é a mais alta taxa desde janeiro de 2009. Para economista da FGV Silvia Matos, o BC ainda terá que promover mais uma alta na Selic para controlar a inflação e tentar levá-la ao centro da meta

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu elevar de 12,25% para 12,5% ao ano a taxa básica de juros (Selic). Foi a quinta elevação da taxa este ano. É a mais alta taxa desde janeiro de 2009 (12,75% ao ano).
Em nota divulgada no início da noite desta quarta-feira 20, o Copom disse que, "avaliando o cenário prospectivo e o balanço de riscos para a inflação, decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,5% ao ano, sem viés". Desta vez, o Copom não citou a necessidade de manutenção do processo de elevação da taxa por "horizonte prolongado", como constava em notas anteriores.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) classificou de “equívoco”o reajuste da taxa básica de juros para 12,5% ao ano. “O quinto aumento consecutivo da Selic em 2011 é um grave equívoco que está comprometendo o crescimento econômico deste ano, com implicações negativas na geração de emprego e na renda do trabalhador”, disse o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.

Segundo ele, o BC ignorou todos os indicadores que mostram a desaceleração da inflação e “se baseou unicamente na pesquisa Focus, divulgada na última terça-feira 19 pelo Banco Central, que projeta a elevação da inflação e conspira contra o crescimento sustentável do país”.

Por outro lado, a Fundação Getulio Vargas (FGV) acredita que o BC ainda terá que promover mais uma alta na Selic para controlar a inflação e tentar levá-la ao centro da meta. De acordo com a economista e pesquisadora da FGV Silvia Matos, os técnicos da fundação, observando os dados da inflação, constataram que as quedas no índice são sazonal e que ainda há riscos.

Com informações da Agência Brasil