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Concessionárias preveem carro até 4% mais caro este ano

por Samantha Maia — publicado 03/01/2013 19h03, última modificação 01/05/2013 19h50
Fim gradual da redução do IPI e recomposição de margem de lucro das empresas explicam o aumento
carros

80,5% dos entrevistados preferem comprar um carro mais barato, mesmo que ele seja semi-novo

O ano de 2013 começou com a perspectiva de aumento dos preços de carros. Segundo a Fenabrave, que representa as concessionárias de veículos, a tabela dos automóveis deve ser reajustada em 3% a 4%, a depender dos modelos. As revendedoras, porém, contam com um estoque para mais 25 dias com os preços antigos.

Segundo Flávio Meneghetti, presidente da entidade, que divulgou nesta quinta-feira 3 os resultados positivos das vendas em 2012, o fim gradual da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) no primeiro semestre deste ano e a recomposição de margem de lucro das empresas devem influenciar a subida dos preços. Parte do desconto dado desde maio último, quando houve a desoneração do IPI, deve ser retirada. Alguma compensação deve haver por conta de redução de juros nos financiamento de veículos.

As vendas de carros surpreenderam positivamente o mercado no fim do ano, com aumento de 15% em dezembro sobre o mês anterior, e garantiram um número de emplacamento recorde em 2012. Foram 3,6 milhões de automóveis e comerciais leves, número 6% maior que em 2011. Os resultados negativos ficaram por conta dos caminhões (-20%) e das motos (-15,6%). O caso dos caminhões foi pontual, já que em 2011 houve uma antecipação das compras devido à mudança de tecnologia menos poluente exigida a partir de 2012, que encareceu os veículos. Já as motos sofrem com a restrição do crédito ao consumidor, reação dos bancos ao aumento da inadimplência.

A expectativa é que em 2013 as vendas sejam 2,8% maiores, segundo a Fenabrave, em sintonia com uma projeção de 3% para o crescimento do PIB. Devem influenciar o incremento da renda da população e a queda dos juros. As concessionárias olham com preocupação, porém, o comprometimento da renda da população e do nível de atraso nos pagamentos das dívidas. “A inadimplência nos financiamentos de automóveis está em 5,9%, e acreditamos que pode cair ao longo do ano para 4,9%, mas a restrição de crédito deve continuar ao longo do primeiro semestre”, diz Meneghetti.

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