Você está aqui: Página Inicial / Economia / Como o Brasil poderá se beneficiar da crise

Economia

Luis Nassif

Como o Brasil poderá se beneficiar da crise

por Luis Nassif Online — publicado 17/11/2011 09h18, última modificação 17/11/2011 09h18
O ProSavana poderá ser o início de uma estratégia sistemática de expansão diplomática comercial brasileira

Na coluna de ontem, mencionei a importância de um órgão que coordenasse uma ofensiva diplomático-comercial brasileira, envolvendo agronegócio, grupos industriais, mercado de capitais e bancos financiadores, para uma ofensiva nas novas fronteiras agrícolas mundiais.

Um projeto piloto já foi iniciado, entre a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) – órgão do Itamarati incumbido de ações de cooperação com países pobres – e o Ministério da Agricultura de Moçambique. Trata-se do ProSavana (Programa de Desenvolvimento Agrícola das Savanas Tropicais de Moçambique – Brasil, Japão e Moçambique.

O programa se baseou em alguns trabalhos conjuntos já desenvolvimento pela ABC e a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e poderá ser o início de uma estratégia sistemática de expansão diplomática comercial brasileira.

O projeto tem um horizonte de vinte anos e divide-se em três frentes:

O país foi dividido em três zonas agrícolas duas banhadas- por bacias hidrográficas permanentes e uma terceira de solos pobres e pouca chuva.

O documento base no ProSavana lista as necessidades de cada região, a infraestrutura existente, a agroecologia e os principais cultivos, assim como os desafios tecnológicos, nada pelo qual a Embrapa não tenha passado no Brasil.

O governo de Moçambique definiu um conjunto de políticas para o setor, desde o fortalecimento institucional dos órgãos voltados para o tema, ao fortalecimento da agricultura comercial, com foco no mercado, serviços financeiros, tecnologia e acesso a recursos naturais.

É por aí que se insere o ProSavana, organizado em cinco componentes

No decorrer do projeto, serão criadas seis Unidades Piloto de investigação participativa. Haverá capacitação das instituições nacionais de extensão rural. Também será preparado um Plano Diretor a ser entregue em março de 2012. Depois, definição de projetos agrícolas que atraiam investimentos públicos e privados.